Conheça o tubarão-baleia, um peixe dócil que nada pelos oceanos


Tem pintas, mas não é peixe. É enorme e vive no mar, mas não é baleia. Não tem nada de violento e ameaçador, mas é um tubarão. Já acertou que animal é esse? O maior peixe vivo do mundo, o tubarão-baleia, tem até 18 metros de comprimento, é dócil e nada lentamente pelos oceanos com a boca entreaberta, se alimentando principalmente de plâncton.
Esse peixão não fica parado e cruza até mesmo oceanos. Um dos lugares por onde costuma passar está no limite do território brasileiro: o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no meio do oceano Atlântico. Lá, alguns pesquisadores se encantaram por ele e criaram, em 2004, o Projeto Tubarão Baleia, para conhecê-lo melhor e entender sua preferência por esse conjunto de ilhas.


“Estamos tentando desvendar o mistério de por que o tubarão gosta tanto de lá”, conta o biólogo Bruno Macena, um dos coordenadores do projeto. Cheio de nutrientes, o lugar parece ideal para ele se alimentar.
Até agora já foram vistos 136 tubarões-baleia no entorno do arquipélago, quinze deles foram identificados e cinco estão sendo acompanhados de pertinho. Os pesquisadores colocaram transmissores na pele dos animais, e ficam sabendo via satélite em que local, profundidade e temperatura eles estiveram.
As notícias mais recentes dos tubarões são que três deles, após passar pelo arquipélago, nadaram em direção ao continente americano e um rumo à África. Além disso, perto das ilhas, o segundo animal marcado – uma fêmea grávida – registrou o maior mergulho já registrado para essa espécie: quase dois quilômetros de profundidade a uma temperatura de 4°C.
Outro detalhe bacana sobre essa espécie é que ela pode ajudar vários outros animais, como o peixe-rei, o xaréu e a raia manta. “Quando o tubarão-baleia aparece, enorme, oferece proteção para muitos peixes que fogem de predadores”, diz Bruno.
Apesar de tudo isso, os mergulhos incríveis dos tubarões-baleia estão ameaçados por causa da pesca que ocorre no Oceano Índico, onde eles também passeiam. Assim, projetos de conservação desta espécie são cada vez mais importantes!





Fonte: Ciência Hoje

Homem é preso após agredir cavalo em Goiânia


Um homem foi preso após ser flagrado agredindo com socos, chutes um cavalo, que era tutelado por ele. O crime aconteceu nesta segunda-feira (3), no setor Solange Parque I, em Goiânia. Pessoas viram o homem machucando o animal e chamaram a Polícia Militar. José Reis foi levado para a Delegacia Estadual do Meio Ambiente.
Segundo o delegado Luziano Severino de Carvalho, o cavalo será encaminhado para o Centro de Zoonoses, e o tutor irá responder por maus-tratos. A multa para este tipo de crime varia entre 500 reais a 3 mil reais. José Reis poderá pegar até um ano de prisão.
Fonte: O Globo

Outubro marca período crítico do tráfico de papagaios




Desde o início de setembro, 1.369 filhotes de papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) foram apreendidos pela Polícia junto a traficantes de animais no Brasil.
O dado, divulgado pela ONG SOS fauna, coincide com o período de reprodução da espécie (setembro a dezembro), sendo a fase de maior incidência de tráfico de papagaios provenientes da região Centro Oeste do País, principalmente no estado do Mato Grosso do Sul.
Desde setembro, já foram feitas sete apreensões, sendo que em duas delas as aves estavam com as mesmas pessoas, isso em um período inferior a 15 dias.
Para Marcelo Pavlenco Rocha, presidente da ONG, a reincidência é comum nestes casos, pois a lei de crimes ambientais de 1998 abrandou as penas e considerou como delitos de menor potencial ofensivo os relacionados ao tráfico de espécimes nativas.
Rocha destaca ainda que há pouco conhecimento e vontade do poder público em punir e coibir os crimes ambientais, principalmente os relacionados ao tráfico de animais silvestres, que conforme apontamentos é a terceira atividade ilícita mais vantajosa do mundo, estando atrás apenas do tráfico de entorpecentes e do tráfico de armas.
Juliana Machado Ferreira, bióloga doutoranda da Universidade de São Paulo (USP), alerta ainda que nas apreensões realizadas nos primeiros dias de setembro foram encontradas apenas espécies com menos de 10 dias de vida.
No dia 10 de setembro, por exemplo, membros da Polícia Militar Ambiental encontraram 141 filhotes de papagaio-verdadeiro em uma casa de Batayporã, uma das cidades que concentram o tráfico de animais em Mato Grosso.
O grande número filhotes que são retirados do ninho leva à preocupação de que haja uma ruptura no ciclo de vida da espécie, onde predominariam apenas os animais mais velhos.
Sem a devida renovação, Juliana afirma que no futuro poderá ocorrer uma diminuição nas populações nativas e até mesmo a sua extinção.
O papagaio-verdadeiro é nativo das regiões de mata úmida ou seca, em beira de rios e cerradões na Bolívia, Paraguai e Norte da Argentina.
No Brasil, ocorre do Nordeste, mais especificamente no Piauí, Pernambuco, Bahia, pelo Brasil central nas Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, ao Rio Grande do Sul.
Na Natureza, a fêmea gera de três a cinco ovos por ninhada, que são incubados por quase 30 dias. A ave tem uma expectativa de vida em torno de 80 anos.
Fonte: A Tribuna

Coalas ganham namoradas e assustam rivais no grito




Eles são fofos e parecem muito bobões. Mas, por trás da expressão meiga, os coalas guardam estratégias de defesa e de conquista muito astutas. Uma pesquisa da Universidade de Viena revela que os coalas utilizam seus berros para atrair fêmeas e intimidar outros machos.
Liderados por Benjamin Charlton, os pesquisadores descobriram que os barulhos emitidos pelos coalas servem para conquistar as fêmeas e para que seus rivais saibam com quem estão lidando, na medida em que esses barulhos traduzem o tamanho do animal. A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Experimental Biology nesta quinta-feira (29).
Animais maiores com tratos vocais mais longos produzem ressonâncias mais baixas, dando à sua voz uma qualidade de barítono. Dessa forma, coalas com essas características teriam a capacidade de emitir ressonâncias mais profundas com o objetivo de dizer aos outros coalas o quão grandes eles são.
Os coalas maiores teriam, então, as ressonâncias mais baixas, e os coalas menores, ressonâncias mais altas. Dessa forma, qualquer coala que ouve um berro pode calcular o tamanho do animal que está emitindo o som.
Laringe mais baixa, voz mais profunda:
A partir daí o objetivo do grupo de pesquisadores foi descobrir se os coalas machos teriam laringe descendente. Em conjunto com pesquisadores do Moggill Koala Hospital e da Universidade de Queensland, eles estudaram a anatomia do trato vocal do coala, utilizando exames de ressonância magnética e estudos feitos em animais já mortos.
Os resultados indicaram que a laringe do coala havia descido até o nível da terceira e da quarta vértebras cervicais, em vez de ficar na altura da garganta. Os coalas teriam evoluído no que se refere à laringe ao longo do tempo.
Um dos achados que surpreendeu os cientistas foi o de que o músculo que liga a laringe ao esterno estava ancorado profundamente no tórax. Em função disso, os pesquisadores sugerem que esse mecanismo poderia estar envolvido em puxar a laringe ainda mais para baixo na cavidade torácica. A laringe baixa faz as vozes mais profundas, pois estende o trato vocal.
Mas foi só depois de gravar os sons produzidos pelos coalas que Charlton compreendeu que as características da laringe tinham a ver com a acústica dos berros dos animais.
Enganando bem:
No entanto, o mais surpreendente para os pesquisadores foi perceber que os coalas são capazes de se fazer soar como se tivessem tratos vocais com 50 centímetros de comprimento, o que significa quase toda a extensão do animal.
A conclusão da equipe é a de que os coalas machos podem, através de seus berros, informar o seu tamanho. Além disso, os cientistas acreditam que os coalas usam simultaneamente a ressonância do trato oral e nasal para parecerem maiores do que realmente são.
“Indivíduos que podem alongar seu trato vocal, diminuindo a laringe, podem ter ganhado vantagens durante a competição sexual por parecerem maiores, e isso iria impulsionar a evolução da laringe descendente”, afirma Charlton.
Fonte: IG

Cachorra sobrevive a terremoto e é salva da eutanásia graças a voluntários




Popularmente se diz que os gatos têm sete vidas, mas e os cães? Com a ajuda do Grupo de Resgate e Suporte de Animais em Situação de Terremoto no Japão (JEARS, na sigla em inglês), os cães poderão chegar a sete vidas em breve.
Esta é a milagrosa história de Maruko, uma cadelinha que sobreviveu sob os escombros da casa em que morava em Ofunato, província de Iwate. Ela ficou 11 dias sem comida e sem água depois do terremoto e da passagem de um tsunami pelo país no começo desse ano. Mas esse é só o começo desta longa jornada de seis meses para esta cachorrinha que ainda tem algumas vidas de reserva para usar. Ou algum carma canino. As informações são do jornal The Japan Times.
Depois de ter sido resgatada dos destroços da casa, a confusa e irritada cadela foi levada para um abrigo, onde os animais ficam por cinco dias até serem sacrificados. Àquela altura, Maruko avançava e mordia a mão de todos que a colocavam sobre ela.
A mestiça de terrier foi rotulada como agressiva e muito perigosa para ser tratada. Por isso os tratadores do abrigo a deixaram numa jaula. Lá Maruko ficou por cinco dias, cada um trazendo a câmara de gás mais perto.
Neste meio tempo, o governo municipal de Ofunato conseguiu localizar os tutores de Maruko, mas eles estavam morando em um abrigo também, para vítimas da tragédia natural. Como eles não conseguiriam pegar a cadela de volta, eles torceram para que o abrigo ficasse com Maruko até que eles encontrassem um lar apropriado e pudessem se reencontrar.
Em vez disso, o abrigo decidiu abater Maruko.
No quinto dia, a poucas horas de a cadelinha ser fechada na câmara de gás, Kate O’Callaghan chegou à cidade de Ofunato com voluntários da JEARS, incluindo um veterinário. Ela tinha ouvido falar sobre o caso da cachorra. “A JEARS não deixaria que isso acontecesse”, disse Kate, uma defensora de abrigos que não matem os animais.
A JEARS é formada por uma parceria de três grupos de resgate sem fins lucrativos do Japão: Amigos dos Animais de Niigata, Heart Tokushima e a Rede Felina do Japão. Estes grupos organizam voluntários de todo o país para ajudar animais em necessidade.
Kate ofereceu-se para ir de Okinawa, onde mora, até Iwate para ajudar a resgatar Maruko. “Quando finalmente vimos a cachorra, ela estava dentro de uma gaiola se debatendo. Maruko não é agressiva, ela só estava traumatizada”, contou Kate. Felizmente, os voluntários da JEARS são psicólogos de animais naturais e eles sabem conquistar um cachorro e influenciar as pessoas.
Depois de horas de negociações, o governo finalmente aceitou que a JEARS levasse Maruko do abrigo. Com cuidados adequados, amor e paciência, eles foram capazes de ganhar a confiança da cadelinha.
Mas ninguém avisou a JEARS sobre os tutores de Maruko.
Os voluntários levaram a cachorra para a instituição Amigos dos Animais de Niigata, onde ela viveu cercada pela bondade dos amantes de animais por um mês. 
Em maio, Maruko foi transferida para o abrigo da entidade Heart Tokushima, a mil quilômetros de distância, administrado por Susan Mercer e o marido Hitoshi Tojo. Eles atualmente cuidam de mais de 50 cachorros retirados das áreas atingidas pelo terremoto e contam com a ajuda de 10 a 20 voluntários.
Quando Maruko estava se adaptando ao seu terceiro lar temporário, os tutores foram ao abrigo de Iwate procurar por ela. Lá eles foram informados que a cadelinha estava viva, mas não sabiam onde.
Os tutores recorreram à internet e, ao buscaram por ‘cães desaparecidos’, se depararam com o blog da JEARS, que tinha um vídeo do YouTube feito por Kate O’Callahan, chamado “A história de Maruko”.
No dia 18 de setembro, Hitoshi Tojo, administrador do terceiro abrigo, levou Maruko até o aeroporto de Osaka, onde se encontrou com um voluntário da JEARS que levou a cadela para  reencontrar-se com seus tutores. Para a família que perdeu tudo no terremoto e no tsunami, ter Maruko de volta foi um presente extraordinário.
“O espírito dela é jovem, ela está sempre sorrindo. Ela entendeu que teve uma segunda chance na vida e então ela vive ao máximo”, disse Susan Mercer, do abrigo da Heart Tokushima, sobre o tempo que Maruko ficou com ela.

Nem todos os cães, entretanto, têm essa sorte, mas para dar a um cachorro sete vidas é fácil, basta microchipá-lo.
fonte:anda

África do Sul pode legalizar venda de chifre de rinoceronte e conter caçadas




A África do Sul poderá legalizar a venda de chifres de rinocerontes para combater o mercado negro alimentado pela caça que, este ano, se converteu numa verdadeira carnificina, informou a imprensa local, citando o ministério do Meio Ambiente.
O chifre de rinoceronte pode ser vendido a preços que chegam a US$ 500 mil cada um no mercado negro asiático, segundo a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagens (CITES).
Os consumidores vietnamitas, tailandeses e chineses atribuem ao chifre propriedades afrodisíacas e médicas, em particular contra o câncer.
Desde o começo do ano, pelo menos 287 rinocerontes foram mortos na África do Sul, apenas para se abastecer os mercados da medicina tradicional asiática de chifres.
A África do Sul tem uma quantidade secreta de chifres de rinocerontes armazenados pelas autoridades e obtidos de animais mortos naturalmente na selva ou confiscados dos caçadores que foram presos.
Acordo:
Na última semana, a África do Sul e o Vietnã anunciaram que firmaram um memorando de cooperação para combater a matança de rinocerontes, caçados ilegalmente devido ao comércio de chifres no mercado negro da Ásia.
O acordo de cooperação ainda não tem data entrar em vigor, mas tem o objetivo de unificar ações policiais entre as duas nações. Se a morte destes animais seguir neste ritmo, especialistas afirmam que a manutenção da população dos rinocerontes ficará ameaçada nos próximos dois anos. Em 2010, foram registradas 333 mortes de espécimes, contra 13 no ano de 2007.
Fonte: G1
Nota do autor:por favor africanos pense no mal que esta fazendo com sua fauna, para quer fazer para acabar com mais uma bela especie,por ganancia de pessoas sem caráter e sem respeito a natureza, se uma pessoa dessa tem coragem de matar o rinoceronte imagine  que pode fazer com um ser humano,por favor não deixe eles legalizarem este ato cruel contra a natureza e seus animais. tem cria uma lei para proibe a caça e prender esses caçadores e traficante que roda as reservas.
tradução em africano da nota minha:


Skrywer
 se Let wel: dink oor die onheil wat Afrikaners is besig met hul wild,tot meer wil doen 'n pragtige spesies aan die einde, vir die gierigheid vanmense sonder karakter, sonder inagneming van die natuur, dat indien' npersoon het die moed om die renosters dood te maak dink jy kan doen met 'n mens, laat hulle nie wettig hierdie wrede daad teen die natuur en sy diere. het 'n wet van die jag en jagters te verbied en die inhegtenisneming van hierdiedwelm handelaar wat die reserwes hardloop.

Tigres quadrigémeos em Berlim

Tigre-da-indochina

Estes felinos, tal como as restantes subespécies de tigres, encontram-se em perigo de extinção, devido à destruição do seu habitat e à caça ilegal.


tigres-da-indonésia


Os quadrigémeos têm  sete semanas de idade e foram recentemente apresentados ao público, pelas mãos de quatro sortudos trabalhadores do zoo alemão.


tigres-da-indonésia


Desde 1988 que não nasciam 4 tigres de uma só ninhada. Thaya, Salween, Mandalay (fêmeas) e Lampun (macho), além de raros, são uma esperança para a manutenção da espécie.


tigres-da-indochina


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Dia Mundial do Animal assinala-se por todo o país

Dia Mundial do Animal assinala-se por todo o país


Assinala-se esta terça-feira, dia 4 de outubro, o Dia Mundial do Animal. Um pouco por todo o país, estão previstas atividades de consciencialização e proteção dos animais. Desde 15 de outubro de 1978 que os direitos dos animais estão fixados na Declaração Universal dos Direitos do Animal, criada pela UNESCO.

O objetivo deste memorando é assegurar a preservação das espécies de todo o planeta e garantir o seu bem-estar. O Dia Mundial do Animal celebra-se desde 1930 em homenagem a São Francisco de Assis, um protetor dos animais, que morreu a 4 de outubro de 1226.

Em Portugal o dia é recordado em várias cidades, de norte a sul. Na capital, o Jardim Zoológico vai realizar jogos, através de puzzles de madeira, jogo da pesca e do som. Ainda no Zoo de Lisboa, será possível assistir à peça "O menino da Selva no Bosque Encantado", especialmente dirigida ao público juvenil.

 Os mais pequenos vão ainda poder construir porta-chaves em forma de pandas, a partir de cápsulas de café reutilizadas e vão ter à disposição ateliers de Ciência Divertida sobre o tema "Penas, pelos e escamas", onde vão aprender curiosidades sobre as aves, mamíferos e répteis, informa o Zoo.

Mais a norte, o Parque Biológico de Gaia também vai ter uma programação especial durante a tarde. A partir das 17 horas vão ser realizadas três palestras: "O Homem e os animais domésticos: a história de uma parceria com 10 mil anos contadas pelos genes"; "A vida selvagem em (des)equilíbrio com as populações humanas" e, para terminar, uma palestra sobre "Animais selvagens versus animais domésticos".

O Parque Biológico da Serra da Lousã atrasa a comemoração para o próximo fim de semana. No dia 8 de outubro os visitantes do parque vão poder fazer uma visita guiada ao parque, onde serão explicadas curiosidades sobre os animais, Da parte da tarde os participantes vão mesmo poder contactar de perto com os esquilos, passear a cavalo ou de pónei e alimentar os animais da Quinta Pedagógica.

 Em Tavira, as atividades do Dia do Animal vão destinar-se especialmente ao público escolar, que vai poder assistir, pelas 14h00, à libertação de uma águia-de-asa-redonda no Parque de Lazer do Perímetro Florestal da Mata da Conceição.

 Em vários pontos do país vão também realizar-se campanhas de adoção gratuitas, como é o caso de Leiria e Ponta Delgada, nos Açores.

fonte:boas noticias

Fauna australiana



A fauna australiana tem uma enorme variedade de animais únicos do pais: 83% dos mamíferos, 89% dos répteis, 90% dos peixes e insetos e 93% dos anfíbios que habitam o continente são endémicos do pais Austrália .

Este alto nível de endemismo pode ser atribuído ao isolamento do continente australiano, à estabilidade tectónica e aos efeitos de um padrão pouco usual das mudanças climáticas que afetaram o solo e a flora no decurso das eras geológicas.

Uma característica única da fauna australiana é a relativa escassez de mamíferos placentários, em oposição à abundância de marsupiais, um grupo de mamíferos que termina o seu desenvolvimento embrionário numa bolsa chamada"marsúpio" .

Nestes marsupiais incluem-se os macrópodes, os membros da subordem Phalangeriformes e da ordem Dasyuromorphia (como por exemplo o diabo-da-tasmânia), os quais ocupam uma proporção significativa dos nichos ecológicos que em outras partes do mundo são ocupados por mamíferos placentários.

Na Austrália vivem duas das cinco espécies ainda existentes de monotremados e também de numerosas espécies venenosas tais como o ornitorrinco, aranhas, escorpiões, polvos, medusas, moluscos e raias.

A Austrália também possui mais espécies de serpentes venenosas do que inócuas, outro facto que mostra a singularidade da sua fauna.

Há cerca de 40 mil anos, a colonização da Austrália pelos seus habitantes aborígenes,e pelos europeus a partir de 1788, provocou um forte impacto na sua fauna. A caça, a introdução de espécies não nativas e a consequente destruição de habitats conduziram a um grande número de extinções.

Por exemplo, extinguiram-se espécies como o bandicoot-pés-de-porco, o periquito-do-paraíso e a Potorous platyops (uma espécie de rato-canguru). O uso não sustentável do solo continua a ameaçar a sobrevivência de muitas espécies.

Para travar esta ameaça, a legislação australiana respondeu criando uma multiplicidade de áreas protegidas. Apesar disso, teme-se que a aplicação destas medidas não seja suficiente para travar a ameaça existente em relação aos habitats e espécies. A Austrália também é conhecida pela sua paleofauna, com animais da biota ediacarana e da Megafauna australiana.


A Origem da fauna australiana:

A Austrália fez parte do supercontinente Gondwana que incluía a América do Sul,a África,Índia e a Antártida.Gondwana começou a desagregar-se há cerca de 140 milhões de anos;a Austrália ,por sua vez, separou-se da Antártida há 50 milhões de anos e permaneceu relativamente isolada até à colisão da Placa Indo-australiana com a Ásia, no Mioceno, há 5,3 milhões de anos.

Duas causas fundamentais determinaram a singularidade da fauna australiana: as geológicas e as climatológicas.

A Austrália ao encontrar-se na deriva continental, ia de uma certa forma também se isolando das efeitos das mudanças climáticas globais, por isso a unicidade da fauna originada no Gondwana (como os marsupiais, por exemplo), pôde sobreviver e diversificar-se por radiação adaptativa na Austrália.

Depois do Mioceno, a fauna asiática original pode também estabelecer-se na Austrália. A Linha de Wallace, linha hipotética que separa as regiões zoogeográficas da Ásia e da Australásia corresponde, grosso modo, à fronteira da placa tectónica euroasiática com a Placa Indo-australiana.

Esta fronteira continental impediu a formação de corredores zoológicos que favoreciam uma migração asiática, com excepção da avifauna.

Devido ao surgimento da corrente circumpolar, no Oligoceno médio, há aproximadamente 15 milhões de anos, o clima australiano tornou-se progressivamente mais árido, o que permitiu o aparecimento de um grupo diverso de organismos adaptados a esse clima.

Do mesmo modo, as zonas tropicais húmidas e as zonas de humidade sazonal possibilitaram o desenvolvimento de fauna a elas adaptadas. A Austrália possui um amplo registro fóssil de mamíferos, assim como uma grande variedade de mamíferos extintos, fundamentalmente marsupiais.

O registo fóssil mostra que os monotremados estiveram presentes na Austrália desde o Cretácico inferior (145–99 milhões de anos) e que os mamíferos marsupiais e placentados datam do Eocénico (56–34 milhões de anos) , altura em que os mamíferos modernos apareceram pela primeira vez no dito registo.

Ainda que estes marsupiais e os placentados tenham coexistido na Austrália no Eocénico, somente os marsupiais sobreviveram até ao presente.

Não obstante, os mamíferos placentados reapareceram na Austrália no Miocénico, quando a Austrália se aproximou da Indonésia e os morcegos e roedores começaram a aparecer de maneira consistente no registo fóssil.

Os marsupiais evoluíram até ocuparem nichos ecológicos em muitos casos similares aos dos placentados da Eurásia e da América do Norte, mediante um fenómeno de convergência evolutiva .

Por exemplo, o predador de topo na Austrália, o lobo-da-tasmânia (extinto em 1936), apresenta certas semelhanças com alguns canídeos como o lobo.



Os membros da família Petauridae e os esquilos voadores também apresentam adaptações similares, permitindo-lhes o seu estilo de vida arbóreo. Por seu lado, o numbat e o tamanduá possuem também similitudes na sua dieta insectívora.


Mamíferos:
Monotremados e marsupiais:


  

















Os monotremados são mamíferos com um método de reprodução singular visto que põem ovos. Duas das cinco espécies conhecidas de monotremados são australianas: o ornitorrinco e o equidna-ouriço.

 O ornitorrinco, um mamífero ovíparo com aspecto de pato e de vida anfíbia, é uma das criaturas mais estranhas do reino animal. 

Quando Joseph Banks apresentou, no século XVIII, uma pele de ornitorrinco aos naturalistas ingleses, estes ficaram convencidos de que se tratava de uma farsa. 

Outro estranho monotremado é o equidna-ouriço: coberto de espinhos, possui um focinho tubular e uma língua capaz de sair e entrar na boca cerca de cem vezes por minuto para capturar térmitas, o seu principal alimento.

A Austrália é também o lar da maior e mais diversa selecção de marsupiais, mamíferos com uma bolsa ou marsúpio, no qual as crias completam o seu desenvolvimento embrionário.

Os marsupiais carnívoros (ordem Dasyuromorphia) estão representados por duas famílias sobreviventes: os Dasyuridae, com 51 membros, e os Myrmecobiidae, com o numbat como único sobrevivente.

O lobo-da-tasmânia foi o membro da ordem Dasyuromorphia de maiores dimensões e a última espécie viva da família Thylacinidae.

No entanto, o último espécimen conhecido morreu em cativeiro em 1936. O marsupial carnívoro de maiores dimensões actualmente existente é o diabo-da-tasmânia: possui o tamanho de um cão pequeno e são detritívoros, embora também possam caçar.

Extinguiu-se na Austrália há cerca de 600 anos, mas sobrevive na Tasmânia. Existem quatro espécies de gatos-marsupiais (ou gato nativos), todas ameaçadas. O resto dos membros da família Dasyuridae são os chamados ratos marsupiais, sendo que a maioria pesam menos de 100 gramas.

Existem duas espécies de toupeiras marsupiais, representantes da ordem Notoryctemorphia, que habitam os desertos do leste da Austrália. São animais carnívoros, cegos e surdos, de hábitos subterrâneos conhecendo-se muito pouco sobre estes.

Os marsupiais omnívoros incluem os bandicoots e os bilbies, dentro da ordem Peramelemorphia. Existem sete espécies na Austrália, a maioria das quais estão em perigo.

São pequenas criaturas com algumas características físicas de destaque: um focinho longo e delicado num corpo com dorso arqueado, pernas estreitas, grandes orelhas erectas e uma cauda estreita.

A origem evolutiva deste grupo é incerta, pois conjugam características de marsupiais carnívoros e herbívoros.





Os marsupiais herbívoros são classificados dentro da ordem Diprotodontia, que engloba as subordens Vombatiformes, Phalangeriformes e Macropodiformes. Um dos marsupiais australianos mais populares, o coala, é uma espécie arbórea que se alimenta das folhas de eucaliptos, dos quais existem cerca de 120 espécies.

Os wombats, por sua vez, vivem no solo e alimentam-se de gramíneas, ciperáceas e todo o tipo de raízes. Os wombats utilizam os seus dentes frontais semelhantes aos dos roedores e as suas poderosas garras para escavarem grandes sistemas de tocas. São essencialmente crepusculares e nocturnos.

Os Phalangeriformes incluem os possums, um grupo diverso de marsupiais arbóreos, incluídos em seis famílias e 26 espécies. Variam em tamanho desde a espécie Cercartetus lepidus, com 7 gramas, e as espécies Pseudocheirus peregrinus e Trichosurus vulpecula, similares em porte a um gato doméstico.

As espécies Petaurus breviceps e Petaurus norfolcensis são possumss planadores comuns: habitam os bosques de eucaliptos do leste australiano. A espécie Acrobates pygmaeus é a espécie mais pequena de possum planador.

Todos eles possuem membranas, denominadas patagium, que se estendem desde o quinto dedo do membro anterior até ao primeiro dedo do membro posterior, do mesmo lado corporal. Estas membranas, estendidas, permitem-lhes planar aquando dos seus saltos entre árvores vizinhas.

Os Macropodiformes dividem-se em três famílias, todas presentes nos habitats australianos salvo nas zonas de clima alpino: a família Hypsiprymnodontidae, com a espécie Hypsiprymnodon moschatus como única representante; a família dos ratos-canguru (Potoroidae), com dez espécies; e a família Macropodidae, que possuía 53 espécies na Austrália mas cujo número diminuiu devido a extinções.

A família Potoroidae inclui espécies de pequenas dimensões que escavam tocas e transportam material vegetal com as duas caudas. A família Macropodidae inclui os cangurus, os wallabees e espécies relacionadas; as suas dimensões variam consideravelmente.

A maioria dos macrópodes são bípedes, com uma locomoção eficiente energicamente, baseada em saltos. Possuem caudas muito musculosas e uns grandes membros posteriores com pés compridos e estreitos.

Os pés possuem uma estrutura distintiva com quatro dedos, enquanto que as patas dianteiras possuem cinco dedos separados.

A espécie Hypsiprymnodon moschatus é o macrópode de menores dimensões e a única espécie não bípede.

O canguru-vermelho é o maior dos macrópodes, com uma altura de aproximadamente 2 metros e um peso que pode chegar aos 85 kg.



A Austrália alberga duas ordens de mamíferos placentados autóctones: os morcegos, ordem Chiroptera, representados por seis famílias, e os roedores da família Muridae. A colonização por parte dos morcegos e roedores é relativamente recente.

Os morcegos vieram provavelmente da Ásia e só há 15 milhões de anos começaram a aparecer no registo fóssil. Ainda que 7% de todas as espécies de morcegos vivam na Austrália, somente existem dois géneros endémicos.

Os roedores chegaram à Austrália durante duas propagações: a primeira, há 10 milhões de anos, que deu lugar aos chamados roedores ancestrais, endémicos, representados por catorze géneros extintos; e a última, há um milhão de anos, na qual os ratos penetraram no continente, a partir da Nova Guiné, e que permitiu a sua evolução até se formarem sete espécies do género Rattus, chamadas colectivamente de roedores modernos.

Desde a chegada dos humanos que alguns placentados foram introduzidos na Austrália, sendo que uma parte tornou-se selvagem. O primeiro foi o dingo, que foi trazido pelo povo do norte para a Austrália, segundo o registo fóssil, há cerca de 5 mil anos.

 Quando os europeus colonizaram a Austrália, libertaram conscientemente algumas espécies na natureza, como o coelho europeu, a raposa e a lebre.

Outras espécies domésticas escaparam e tornaram-se selvagens, como o gato, várias espécies de cervídeos, o gamo, o cavalo, o porco, a cabra, o búfalo, o antílope e o dromedário.

Para além das referidas, houve três espécies alóctones introduzidas de forma involuntária: o rato-doméstico, o rato-preto e o rato-marrom.



Quarenta e seis espécies de mamíferos marinhos da ordem Cetacea podem ser encontrados nas águas costeiras australianas, mas a maioria possui uma distribuição muito mais ampla, pelo que alguns autores não as consideram espécies australianas.

Existem nove espécies de baleias, incluindo a baleia-jubarte. Existem 37 espécies de baleias dentadas, incluídas em seis géneros da família Ziphiidae, e 21 espécies de golfinhos oceânicos, incluindo uma espécie descrita em 2005 denominada Orcaella heinsohni.

Alguns delfinídeos de água salgada, como as orcas, têm uma distribuição cosmopolita em torno de todo o continente; outras, como a espécie Orcaella brevirostris, estão confinadas às águas temperadas do norte do continente. O dugongo, da ordem Sirenia, é uma espécie ameaçada que habita as águas do nordeste e noroeste da Austrália, especialmente no Estreito de torres.

Esta espécie pode crescer em comprimento até aos 3 m e chegar a pesar 400 kg. Curiosamente, é o único mamífero marinho unicamente herbívoro da Austrália, pois alimenta-se de pradarias de fanerogâmicas marinhas, plantas com flor, das famílias Posidoniaceae, Zosteraceae, Hydrocharitaceae e Cymodoceaceae.

Portanto, a conservação de ditas pradarias é fundamental para a sobrevivência da espécie. Dez espécies de focas e leões-marinhos, representantes da ordem Pinnipedia, habitam na costa oeste da Austrália e nos territórios subantárticos australianos

Aves:




A Austrália abriga mais de 800 espécies de aves, das quais cerca de 350 são endêmicas da região zoogeográfica da Australásia, que agrupa a Austrália, Nova Guiné e Nova Zelândia. O registo fóssil de aves na Austrália é incompleto.

No entanto, existem registros dos antepassados das espécies contemporâneas no Oligocénico superior . As aves relacionadas com a história geológica do supercontinente Gondwana incluem: as aves não voadoras (ratites), como o emu e o casuar da espécie Casuarius casuarius; os membros da família Megapodiidae como as espécies Leipoa ocellata e Alectura lathami; e um grande grupo de aves da ordem Psittaciformes.

Este grupo Psittaciformes existentes na Austrália compreende a sexta parte da diversidade mundial da ordem, incluindo uma apreciável parte das cacatuas e galahs, além dos periquitos australianos e das calopsitas.

As kookaburras são os representante de maior tamanho da família Alcedinidae e cujas vocalizações, semelhantes a gargalhadas humanas, podem se ouvidas a grande distância.

Os pássaros da Austrália incluem membros de vários grupos taxonómicos: melifagídeos, rouxinóis australianos, os géneros Acanthiza e Pardalotus, pássaros-lira, aves-do-paraíso e membros das famílias Climacteridae, Ptilonorhynchidae, Troglodytidae e Artamidae.

Na Austrália existe uma espécie Ptilonorhynchus violaceus que fascina os etólogos: apresenta um complexo cortejo nupcial na qual os machos criam uma espécie de jardim colorido para atrair outros rivais e, é claro, as fêmeas, que avaliam a complexidade da estrutura e a possibilidade de acasalamento.

São relativamente recentes as colonizações procedentes da Eurásia: andorinhas, cotovias, tordos, fuinhas, pássaros-de-sol e aves de rapina, como a espécie Aquila audax. Algumas espécies foram introduzidas por humanos: por exemplo, o pintassilgo-comum e o verdilhão, que coexistem pacificamente com as espécies autóctones.

Outras, como o estorninho-comum, o melro-preto, o pardal-doméstico e o mainá, são espécies destrutivas e desestabilizadoras do ecossistema nativo.

Cerca de 200 espécies de aves marinhas vivem na costa australiana, incluindo espécies migratórias, sendo que a Austrália é o limite meridional da via asiática de migração de aves aquáticas, que se estende da Rússia e Alasca pelo Sudeste asiático até à Austrália e Nova Zelândia.

Cada ano, cerca de dois milhões de aves empregam esta rota para chegar à Austrália. Uma ave frequente é o pelicano-australiano, que pode ser encontrado na maioria dos corpos de água. O pinguim-azul é o único pinguim que procria na Austrália.






Anfíbios e répteis:




A Austrália possui quatro famílias de rãs nativas e uma espécie de sapo introduzida, o sapo-cururu. Em 1935, este sapo foi introduzido de maneira intencional, com vista a controlar as pragas de plantações de cana-de-açúcar.

Em pouco tempo, ela própria se converteu numa praga, proliferando no norte australiano. Para competir com os insectívoros nativos, este sapo produz um veneno tóxico para a fauna nativa, assim como para os humanos.

Os membros da família Myobatrachidae, o rãs meridionais, são o maior grupo de rãs australianas, com 120 espécies em 21 géneros distintos. Um representante notável é o género Pseudophryne, com espécies como Pseudophryne corroboree e Pseudophryne pengilleyi, rãs de aspecto colorido e que estão ameaçadas.

As rãs arbóreas, da família Hylidae, também são comuns em zonas de elevada pluviosidade das costas leste e norte da Austrália, sendo representadas por 77 espécies, em três géneros. A distribução de 18 espécies de dois géneros da família Microhylidae restringe-se às selvas tropicais: a espécie com espécimens mais diminutos, Cophixalus exiguus, pertence a esta família.

Ocorrem também algumas espécies do grupo de anuros dominante a nível mundial, a família Ranidae: a espécie Rana daemeli, só pode ser encontrada em zonas muitos húmidas de Queensland.

Como em outras regiões, o decréscimo do nível de precipitação está a provocar um declínio das populações de anfíbios. Este declínio também é devido a uma micose provocada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis e que afecta a classe Amphibia a nível global.



A Austrália possui crocodilos marinhos e de água doce. Os marinhos, como a espécie Crocodylus porosus, são as espécies de crocodilo de maior tamanho actualmente existentes. Podem alcançar até 7 m de comprimento e 1000 kg de massa, pelo que são mesmo capazes de matar seres humanos. Distribuem-se por habitats costeiros e em estuários.

Também são criados em cativeiro com vista à obtenção de carne e peles. Os crocodilos de água doce, distribuídos pelo norte da Austrália, não são considerados perigosos para os humanos.

A costa australiana é visitada por seis espécies de tartarugas marinhas: Natator depressus, Chelonia mydas, Eretmochelys imbricata, Lepidochelys olivacea, Caretta caretta e Dermochelys coriacea. Todas elas estão sob algum estatuto de protecção em águas australianas.

Ocorrem 29 espécies de tartaruga de água doce, procedentes de 8 géneros da família Chelidae. A Austrália e a Antártida são os únicos continentes carentes de espécies de tartarugas da ordem Testudines.



A Austrália é o único continente onde o número de serpentes venenosas excede o de seus parentes não venenosos. As serpentes presentes na Austrália estão distribuídas por sete famílias. As serpentes mais venenosas são as das espécies Oxyuranus microlepidotus e Pseudonaja textilis e as dos géneros Oxyuranus e Notechis, todas pertencendo à família Elapidae.

Das 200 espécies de elapídeos, 86 só se encontram na Austrália. Trinta e três serpentes marinhas da família Hydrophiidae, habitam as águas setentrionais da Austrália. Algumas delas são extremamente venenosas. Duas espécies de serpentes marinhas da família Acrochordidae também ocorrem em águas australianas.

A Austrália possui também 11 espécies da família Colubridae, a mais comum a nível mundial, representando uma pequena porcentagem da sua diversidade.

Tratam-se, no entanto, de espécies não endémicas e a sua chegada foi recente. Também ocorrem 15 espécies de boas e 31 espécies insectívoras da família Typhlopidae.

Existem mais lagartos na Austrália que em qualquer outro lugar do mundo, sendo representados por cinco famílias. Existem 114 espécies em 18 géneros da família Gekkonidae, distribuídos por todo o continente.

A família Pygopodidae, endémica da região australiana, é representado por 34 espécies em oito géneros. A família Agamidae possui 66 espécies em 13 géneros, sendo representada por espécies como diabo espinhoso, Pogona barbata e Chlamydosaurus kingii.

Possui 28 espécies de varanos, sáurios da família Varanidae, dos quais se destaca a espécie Varanus giganteus, cujos exemplares alcançam os 2 m de comprimento.

Por último, existem 359 espécies da família Scincidae, procedentes de 38 géneros, que correspondem a 50% da fauna de lagartos da Austrália.

Peixes:





A Austrália alberga mais de 4400 espécies de peixe. Destas, 90% são endémicas. No entanto, dada a escassez de rios no continente, só possui 170 espécies de peixes de água doce. Duas das famílias de peixes de água doce são filogeneticamente antigas: Osteoglossidae e Ceratodontidae,peixes pulmonados que evoluiram antes da desagregação do supercontinente Gondwana.

Uma das espécies de água doce de menor tamanho do oeste australiano, Lepidogalaxias salamandroides, pode sobreviver à dessecação estival, enterrado nos sedimentos.

Outras famílias que tiveram a sua origem possivelmente no Gondwana são: Retropinnidae, Galaxiidae, Aplochitonidae e Percichthyidae.

Descontando estas espécies de grande antiguidade, 70% da ictiofauna australiana de água doce, tem semelhanças com espécies da ictiofauna marinha indopacífica que se adaptaram a água doce.

Não obstante, a evidência fóssil indica que muitas destas espécies de água doce sejam antigas. Nestas espécies de água doce incluem-se as lampréias, peixes-gato, clupeídeos, melanotaenídeos e cerca de 50 espécies da família Eleotridae.

Outras espécies de água doce, nativas, são: Lates calcarifer, Maccullochella peelii peelii e a perca-dourada (Macquaria ambigua). Duas espécies de tubarão de água doce, que estão ameaçadas, também se encontram na zona setentrional.



São frequentes cinco espécies exóticas de peixes de água doce, como a truta-comum, a truta-das-fontes, a truta arco-íris, o salmão-do-atlântico, o Salmão-real, a perca-europeia, a carpa e o peixe-mosquito, todas elas introduzidas por humanos .

Esta última é particularmente agressiva, pois ataca as barbatanas de outros peixes. Este comportamento foi relacionado com a extinção local de algumas espécies nativas.

A introdução de trutas alóctones tem provocado um impacto muito negativo nas espécies fluviais, como é caso das espécies Maccullochella macquariensis, Macquaria australasica e os membros do género Galaxias, assim como sobre alguns anuros.

As carpas estão grandemente implicadas na diminuição da vegetação dos cursos de água, no declínio de espécies nativas de pequenas dimensões e nos níveis elevados de turbidez que ocorrem na bacia hidrográfica Murray-Darling, no sudoeste australiano.



A maioria das espécies de peixe australianos são marinhas. Os grupos de maior interesse incluem as moreias, as famílias Holocentridae e Syngnathidae, e o género Hippocampus, cujos machos incubam os ovos numa bolsa especializada.

Existem 80 espécies de garoupa, entre as quais cabe destacar o maior peixe ósseo do mundo, a garoupa-gigante, que pode alcançar os 2,7 m de comprimento e os 400 kg de peso. A família Carangidae, um grupo com 50 espécies, e a família Lutjanidae, são exploradas comercialmente.

A Grande Barreira de Coral alberga uma diversidade enorme de peixes de recife de pequeno e médio tamanho, como por exemplo os das famílias Amphiprioninae, Chaetodontidae, Gobiidae, Tetraodontidae, Apogonidae, Labridae, Balistidae e Acanthuridae.

Existem também peixes venenosos como o peixe-pedra, os peixes-balão e o peixe-leão vermelho, todos eles mortais para o ser humano. Existem também onze espécies venenosas de raias.

A barracuda é uma das maiores espécies que vivem no recife. Pese embora toda esta riqueza, é desaconselhado o consumo de peixes que ocorrem neste habitat recifal, devido à possibilidade de envenenamento por ciguatera.

Os tubarões habitam as águas costeiras e de estuário. Ocorrem 166 espécies, pertencentes a distintos taxones: 30 da família Carcharhinidae, 32 da família Scyliorhinidae, 6 da família Orectolobidae e 40 da família Squalidae. Existem 3 espécies da família Heterodontidae: um exemplo é o género Heterodontus. Em 2004, ocorreram 12 ataques por tubarões na Austrália, dos quais dois tiveram um desenlace fatal.

Somente três espécies de tubarão contactam significativamente com humanos: Carcharhinus leucas, Galeocerdo cuvier e Carcharodon carcharias. Algumas praias australianas encontram-se protegidas com redes contra tubarões, método que reduziu a população de espécies perigosas para o ser humano, mas também a de espécies inócuas.

A pesca desmedida de tubarões diminuiu consideravelmente o seu número de efectivos, sendo que algumas espécies estam agora ameaçadas. Uma nova espécie, Megachasma pelagios, foi descoberta em 1998 numa praia do oeste australiano: pouco se conhece deste tubarão, mas esta descoberta pode indicar a sua presença habitual em águas costeiras australianas.


Invertebrados:



Das 200 mil espécies animais que estima-se existirem na Austrália, cerca de 96% são invertebrados. Apesar de os dados não serem totalmente precisos, pois a catalogação não é exaustiva, considera-se que 90% dos insectos e moluscos sejam endêmicos.

Os invertebrados ocupam uma boa parte dos nichos ecológicos que sustentam o ecossistema, como decompositores, polinizadores ou como substrato da cadeia trófica superior. O grupo mais diversificado é o dos insectos, que se supõe representar 75% da fauna australiana conhecida.

As ordens de insectos mais representadas são os coleópteros, como os escaravelhos, com 28.200 espécies; os lepidópteros, como as borboletass, com 20.816 espécies; os himenópteros, como as formigas ou as vespas, com 12.781 espécies; os dípteros, como as moscas e mosquitos, com 7.786 espécies; os hemípteros, como os afídeos, com 5.650 espécies; e os ortópteros, como os grilos e gafanhotos, com 2.827 representantes .

As espécies introduzidas também possuem certa importância, como determinadas vespas, formigas das espécies Solenopsis invicta ou Anoplolepis gracilipes, ou a própria abelha melífera, que compete com as abelhas autóctones.


Grupo taxonómicoNúmero estimado de espécies descritasNúmero total estimado de espécies
Poríferos1416~3500
Cnidários1270~1760
Platelmintes1506~10800
Acantocéfalos57~160
Nemátodos2060~30 000
Moluscos9336~12 250
Anelídeos2125~4230
Onicóforos56~56
Crustáceos6426~9500
Aracnídeos5666~27 960
Insectos58 532~83 860
Equinodermes1206~1400
Outros invertebrados2929~7230
Modificado de: Williams et al. 2001.[1]





A Austrália possui uma ampla variedade de aracnídeos, entre os quais se destacam 135 espécies de aranhas.

Existem algumas muito venenosas, como as aranhas da família Hexathelidae e a espécie Latrodectus hasselti, cujas mordeduras podem ser fatais para o ser humano. Existem centenas de espécies de ácaros.

A Austrália também possui oito espécies de pseudoescorpiões e nove de escorpiões. A classe Oligochaeta agrupa muitas famílias de vermes aquáticos, mas somente duas são terrestres: as famílias Enchytraeidae e Megascolecidae.

Esta última inclui a maior lombriga de terra existente, da espécie Megascolides australis, típica de Gippsland, Victoria, que possui uma média de 80 cm de comprimento, sendo que alguns exemplares chegam a alcançar os 3,7 m.



A família Parastacidae, um grupo de crustáceos, inclui 124 espécies de água doce. Alberga a espécie de caranguejo fluvial de menores dimensões, da espécie Tenuibranchiurus glypticus, cujo comprimento máximo é de 30 mm; e a de de maiores dimensões, da espécie Astacopsis gouldi, que mede cerca de 76 cm de comprimento e alcança 4,5 kg de peso.

O género Cherax incluia a espécie Cherax destructor, para além de espécies comerciais como a C. tenuismanus e a C. quadricarinatus.

As espécies do género Engaeus, os caranguejos de rio terrestres, passam uma boa parte da sua existência em tocas em terra.

A Austrália possui sete espécies do género Austrothelphusa, cujo sistema de tocas lhes permite sobrevivir a vários anos de seca.

As espécies da família Anaspididae, existentes apenas na Tasmânia, apresentam características de exemplares conservados no registo fóssil datados de há 200 milhões de anos.