Importante decisão liminar para os cães pit bulls

no anda

Ana Rita Tavares
terraverdeviva@yahoo.com.br

Tenho a satisfação de enviar-lhes, em anexo, a decisão que deferiu pedido de liminar formulado pela ONG Terra Verde Viva, para doar cães pit bulls apreendidos em Vilas do Atlântico, em Lauro de Freitas (BA). É uma decisão importantíssima para a causa animal.

A Juíza, Dra. Débora Magda Peres Okumura, que deferiu a liminar, dá em sua peça decisória uma aula de competência e sensibilidade para julgar, restando comprovado que o direito dos animais está avançando no seio do Poder Judiciário; que há magistrados conhecedores do tema e com a visão de respeito à vida e diginidade desses seres indefesos, valorizando o trabalho exaustivo das ONGs que se propõem a defendê-los.

Aliás, em um mês, o Judiciário da Bahia fez história em três decisões importantes: no caso do Circo Portugal (Dra. Ana Barbuda, em primeira instância, e Desembargador Jatahy Fonseca, em segundo grau), e agora essa decisão que lhes trago aqui.

Para maior compreensão, se quiserem conhecer o caso mais a fundo (e vale a pena conhecer, principalmente advogados que militam na área e protetores), envio a petição inicial da Queixa ajuizada no Juizado Especial Cível daquela comarca:

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO CÍVEL DE LAURO DE FREITAS – BAHIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA TERRA VERDE VIVA, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com endereço na Travessa da Ajuda, n. 40, Edf. Martins Catarino, sala 702, CEP. 40.020.030, Salvador – Bahia, por sua advogada no fim assinada, constituída na forma do anexo instrumento de mandato, com escritório profissional situado na Av. Sete de Setembro, n. 3438, casa, Salvador – Bahia, para onde requer sejam enviadas as necessárias notificações e intimações, vem formalizar QUEIXA contra JOÃO PAULO SOUZA DA SILVA, brasileiro, produtor de banda de forró, portador do RG nº 05711324-64, SSP/BA., residente e domiciliado na Rua Prof. Milton Cayres de Brito, 1160, ap. 404, Caminho das Árvores, Salvador-Ba., pelos fatos e fundamentos que consigna adiante:

OS FATOS

Em 3 de abril do fluente ano, o Réu estava no Portão 1 de Vilas do Atlântico, em via pública, vendendo cães da raça pitbull, conforme se colhe das fotos anexas.

Diante da ilegalidade praticada pelo Réu naquele momento, prepostos da Autora dirigiram-se a ele solicitando-lhe a licença (Alvará) da administração municipal que o autorizasse a exercer o comércio de animais naquele local, tendo sido declarado por ele, o Réu, que não possuía licença da prefeitura para comercializar os cães.

Foi-lhe, também, ponderado, por prepostos da Associação Autora, que os animais achavam-se sob condições de maus tratos, já que estavam, ainda filhotes, sem sua imunidade assegurada diante do ciclo de vacinas incompleto, expostos a todo tipo de bactérias e vírus, em contato com o chão da rua (risco de leptospirose), bem como do próprio ar poluído; sujeitos a estresse decorrente do barulho dos carros, ônibus e caminhões, que comprometiam irreversivelmente o sistema nervoso dos pequenos animais, e mantidos apertados em gaiolas pequenas para seu tamanho, impedidos de se movimentar, como se fossem mercadorias em exposição. Por essas razões, pediram-lhe que os recolhesse e se retirasse do local, cessando a ilegalidade e os maus tratos aos cães.

Negando-se a retirar-se e recolher os animais, o Réu foi alertado sobre a possibilidade de serem estes apreendidos e de ser ele conduzido à Delegacia de Polícia Civil, já que se tratava de crime praticado na via pública. Mas, ainda assim, insistia em permanecer no local, afrontando a legalidade.

Foi aí que a Autora buscou o apoio da Polícia Militar, conduzindo-o à 23ª Delegacia de Polícia, localizada em Lauro de
Freitas, como se colhe da anexa Certidão Policial. O competente Termo Circunstanciado foi lavrado pela Delegada plantonista e, posteriormente, remetido à 1ª Vara do Sistema dos Juizados Especiais da Comarca de Lauro de Freitas (Juizado Criminal), cujo processo tramita sob o nº 0002803-30.2010.805.0150.

Os três cães estão sob a responsabilidade da Autora, tendo sido entregues pela autoridade policial através do Termo
anexo. Já receberam a terceira dose da vacina déctupla aplicada pela ONG Autora, conforme se vê dos cartões anexo.

O DIREITO E O PEDIDO

Conforme afirmado, o fato aqui descrito revela a prática de crueldade e maus tratos proibida constitucionalmente e na legislação ordinária que rege a espécie. A Constituição Federal, art. 225, §1º, VII, dispõe que: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”, E que: “Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:

VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”.

O art. 32, da Lei 9.605, de 12.02.98 (Crimes ambientais), tipifica como crime: “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa”

O Decreto 24.645, de 10.07.34, em seu art. 3º dispõe que: “Consideram-se maus tratos:

I – praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal”. (…)

DA LIMINAR

Como é sabido, os cães da raça pitbull são estigmatizados por ser uma raça de mandíbula forte, necessitando, em decorrência disso, de adestramento para que tenham comportamento que lhes permitam conviver socialmente em
harmonia com os seres humanos e com outros cães. Sem dúvida, os pitbulls são resultado da sua criação. Se criados para a agressividade, assim serão; se criados com amor e cuidados de adestramento, serão cães dóceis e amáveis.

Porém, como, de modo geral, são vistos por pessoas truculentas como um instrumento de afirmação da sua própria agressividade, os pitbulls vêm sendo maleficamente utilizados por seres humanos de índole perversa para assustar outros pacíficos, para agredir animais de menor porte, brigar em rinhas, e diversas condutas rechaçáveis do ponto de vista humanitário e social.

Fruto dessas circunstâncias, observa-se que as pessoas que compram cães dessa raça somente os querem na fase de filhotes, porque entendem que na fase adulta esses animais deixam dúvidas quanto ao seu comportamento.

No caso concreto, trazido aqui à apreciação de V.Exª, há uma situação (que pode ser grave, se não for proferida uma decisão razoável) que envolve os seguintes aspectos, a serem postos ao exame desse MM. Juízo, para que a vida desses animais tenha um destino que lhes preserve do sofrimento e da discriminação:

a) agora, eles contam com aproximadamente 4 meses de idade; são filhotes;

b) vão crescer e ficar fortes, necessitando de adestramento e cuidados específicos de uma família, ou de uma pessoa, que lhes dê atenção, carinho e cuidados;

c) se não forem doados agora, eles crescerão e, fatalmente, não terão a oportunidade de serem adotados, tendo que ficar até o fim dos seus dias nos limites de um abrigo, onde não há, por sua própria concepção, condições ideais de vida para sempre (todo abrigo deve ser uma casa de passagem, onde os cães tenham que viver ali, temporariamente, e o tempo suficiente para conseguirem uma família);

d) a Autora os apreendeu porque se achavam em condições de maus tratos, sendo vendidos na via pública, com evidente periclitação da vida, cumprindo, assim, como entidade protetora, os princípios legais previstos no seu estatuto social;

e) ao final desta ação, quando a sentença de mérito for proferida, os cães estarão na fase adulta. Aliás, daqui a poucos meses isso ocorrerá; e o Réu não se interessará mais pelos animais, porque o intuito dele é o comércio, é o lucro; e, na
fase adulta, esses cães não se prestarão aos objetivos comerciais dele, o Réu;

f) a Autora cumpriu o papel que, em verdade, é do poder público municipal; este, sim, deveria fiscalizar e fazer cumprir a legalidade, não sendo justo que ela, a Autora, assuma todos os ônus da criação desses cães, recaindo sobre si as despesas com alimentação, vacinação, assistência médico-veterinária, adestramento, pessoal para lhes dar
cuidados etc.

Diante do exposto, requer a V.Exª seja-lhe concedido o provimento liminar, inaudita altera pars, presentes que se
acham os requisitos indispensáveis ao seu deferimento (fumus boni juris, claramente demonstrada a ilegalidade do comércio dos animais em via pública sem licença da prefeitura e sob condições de maus tratos; e o periculum in mora, diante do prejuízo irreversível para a vida dos cães, caso não sejam adotados agora, na fase de filhote), para, alternativamente:

1) seja autorizada a doação dos animais a terceiros interessados, sob a supervisão e responsabilidade da
Autora, o que é feito com fiscalização e acompanhamento por prepostos desta ONG, já que ainda são filhotes, e, como dito, na fase adulta não terão mais a oportunidade de serem adotados;

2) OU, caso V.Exª manifeste entendimento divergente, o que admite ad argumentandum tantum, seja determinado ao Réu que pague mensalmente à Autora todas as despesas decorrentes da manutenção desses animais,
até o deslinde da causa, a saber: alimentação, vacinação, empregados para cuidar deles, assistência médico-veterinária, adestrador e outras eventualmente necessárias à sua criação;

3) Ou, ainda, em último caso, permita a imediata doação dos cães a terceiros, na forma descrita no item 1,
determinando à Autora o depósito judicial do valor de R$150,00 (duzentos reais) por filhote (v. Preço de mercado anexo) a título de garantia, para que se aguarde o deslinde do Feito. Requer a citação do Réu, no endereço indicado no
caput, para comparecer à audiência preliminar de conciliação, sob pena de revelia; e, não conciliando, responda aos termos da presente, sob pena de confissão, esperando seja, afinal, confirmada a liminar que aguarda seja deferida, condenando o Réu à perda definitiva da posse e guarda dos animais, condenando-o, ainda, ao pagamento de todas as despesas realizadas pela Autora, até a data em que esteve sob a guarda desta, além do pagamento de danos morais à causa animal (em valores a serem doados a entidades de proteção animal no Estado da Bahia, excluída a Autora), pelos prejuízos morais causados ao movimento de proteção animal, com a sua exposição sob condições de maus
tratos na via pública.

Afinal, requer a produção de todos os meios de prova cabíveis em direito, especialmente o depoimento pessoal do Réu, sob pena de confissão; além de ouvida de testemunhas, juntada de documentos, que se acham acostados (fotos e laudo médico- veterinário) e o que se fizer necessário à comprovação do alegado.

Por fim, requer a intimação do ilustre Representante do Ministério Público, a fim de que participe do Feito, já que os
animais são tutelados pelo Estado, na forma da lei. Apresenta, em anexo, o rol de suas testemunhas, que, requer sejam intimadas para oitiva em audiência a ser determinada por esse MM. Juízo.

1) NASTENKA DE OLIVEIRA LEAL MARI

Rua Praia de Itapoan, n.1.100, ap. 305-G, Condomínio Moradas do Atlântico, Vilas do Atlântico

2) JUSSARA MIRANDA FREIRE

Rua Manoel Backman, nº 3, Saúde, Salvador – Bahia

3) GILMAR FREIRE

Rua Manoel Backman, nº 3, Saúde, Salvador – Bahia

4) ASPIRANTE JOSSAN, a serviço no Pelotão da PM de Vilas do Atlântico, identificado na Certidão de Ocorrência lavrado pela 23ª Delegacia de Polícia Civil de Lauro de Freitas. Dá à causa o valor de R$20.400,00 (vinte mil e quatrocentos reais).

Pede j. e deferimento.

Salvador, 4 de maio de 2010

ANA RITA TAVARES TEIXEIRA
OAB.BA 8131

Durante voo, gavião entrega ratazana para filhote em manobra radical

Pai e filho gavião protagonizam cena inusitada no céu de São Francisco

Flagra foi registrado por fotógrafo americano,Animais estavam a 30 metros de altura.

Um filhote de gavião e seu pai protagonizaram uma cena espetacular no céu de San Francisco, nos Estados Unidos. O mais velho entregou uma ratazana que serviria de comida para o filho numa manobra digna de aplausos.

O fotógrafo Phil Seu registrou o momento em que o pai gavião decola com uma ratazana capturada no solo e entrega a comida para o filhote numa altura de 30 metros e numa velocidade inacreditável.

Policiais prendem dois caçadores de jacaré em Bonito (MS)

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Policiais Militares Ambientais de Bonito (MS), em fiscalização na Estrada São Geraldo, prenderam ontem (26) os caçadores Nilson Tonico Barsil e Oelio Corrêa dos Santos, os dois residentes em Bonito.

Eles foram abordados em uma motocicleta, quando vinham de uma caçada, em que tinham abatido um jacaré. Não foi encontrada nenhuma arma com os elementos, mas foram apreendidos 4,5 kg de carne de jacaré.

Os policiais ambientais efetuaram autos de infrações administrativos, arbitrando multa de R$ 500,00 contra cada um dos autuados. Ambos os caçadores foram também conduzidos à delegacia de Polícia Civil Bonito, para que eles pudessem responder pelo crime ambiental de caça. Eles poderão pegar pena de 6 meses a 1 ano de detenção.

Fonte: Jornal dia dia



Nota da Redação: É triste constatar que a punição para esses covardes é de apenas R$ 500,00 e uma pena de seis meses a um ano, caso sejam punidos, que será substituída por cestas básicas. A vida de qualquer ser não tem preço. As leis precisam mudar para que se faça justiça.

Fox paulistinha é encontrado em Moema (SP)

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Este Fox Paulistinha estava perdido na Rua Gaivota, em Moema (SP). Na hora de um jogo da Copa, ele entrou no estabelecimento de uma amiga. Estava muito assustado, ela o acolheu e me ligou pedindo ajuda.

Fui buscá-lo para levá-lo ao Pet Days, único lugar em que consegui vaga para abrigá-lo. Minha amiga vai pagar as despesas de hospedagens. Ele deve ter fugido com medo dos fogos e barulho na hora do jogo, pois está bem tratado.



Deve ter andado muito pois as patinhas estão feridas, sangrando de tanto andar. Ele está assustado e triste, deve estar sentindo falta do seu tutor.



Ele está acostumado com Pet Shop, quando cheguei no Pet Days ele já foi entrando como se conhecesse, estava entrando no banho e tosa, é um cachorro que tinha todos os cuidados, deve ter uns 4 anos, não é castrado. Me ajudem a divulgá-lo para encontrar seus tutores, por favor.

Contatos com Silvana:
(11) 7880-7404 ou 9995-0516 e dmitne@uol.com.br

Polícia Ambiental salva preá de incêndio em mata

do anda

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Um preá de aproximadamente 30 centímetros de comprimento foi salvo pela Polícia Ambiental de um incêndio em uma mata na tarde deste domingo (27), no bairro São Deocleciano, em Rio Preto (SP).

O roedor tentava escapar do fogo quando foi encontrado pelos policiais. O animal teve parte do corpo queimado. Ele está sendo tratado no hospital veterinário da Unirp.

O incêndio, que começou por volta das 15h30, destruiu cinco alqueires de uma empresa de construção civil. O Corpo de Bombeiros só conseguiu controlar as chamas duas horas depois.

Fonte: Rede Bom Dia

Tina precisa de um lar urgente!

do omnes angeli

Email enviado pelo meu amigo protetor de animais, Lincoln Teshima:


"A sra Ruth retirou a cadelinha Tina (Pretinha) das ruas. Tina tinha sido atropelada há dias e ficou largada em uma pracinha. Dona Ruth retirou da rua e cuidou dos ferimentos.



A Tina precisava de uma cirurgia para colocação de pinos mas, como a dona Ruth não tem condições, ou não quer arcar com as despesas, notei isso, a melhor solução seria a amputação da perna.



A Ruth coloca como maior empecilho para ficar com a cadela por mais tempo o marido, que retornará neste domingo, dia 27/06/10. Sinceramente, desculpa esfarrapada, mas conheço muitas protetoras que dão a mesma desculpa, que vergonha gente.




Bom, conversando com o dr. Rodrigo, por enquanto não é necessário fazer a amputação.

 


O mais urgente mesmo seria achar um adotante ou um lugarzinho para a Tina ficar,
Estou conversando com os protetores mas, todos estão lotados, como já sabemos.



Não deixarei que a dona Ruth faça a eutanásia na menina, já dei um toque para o dr. Rodrigo dizendo que iria até o fim caso a dona Ruth queira matar a cadela!

Tina tem cerca de 1 ano de idade, muito novinha para ser morta, boazinha, linda, educada, cor preta, pelagem áspera, ainda não está castrada, mas podemos entregá-la no momento da adoção.
Está com problema na pata, precisa de cirurgia de colocação de pino, mas por enquanto dá para segurar, segundo o dr. Rodrigo.

Como último recurso, deixarei a menina amarrada em uma das nossas casinhas, mas não deixarei que ela seja morta!

Contato:

11 7393-2512 (Lincoln)

Abraços e Paz a Todos,

Lincoln."

Preciso fazer só um esclarecimento a respeito do email acima:

O Lincoln é um dos protetores mais sérios e atuantes que eu conheço, sempre disposto a ajudar todos os animais que passam pela sua frente, porém devo dizer que não concordo com a opinião dele (visivelmente criada pela emoção e revolta por ver a Tina sofrendo), no que se refere à essa frase: "Sinceramente, desculpa esfarrapada, mas conheço muitas protetoras que dão a mesma desculpa, que vergonha gente!!!".

Precisamos ter cautela ao julgar os motivos dos outros. Cada um tem seus motivos, ou não, para ajudar mais ou menos os animais. Quem é casado, precisa sim fazer as coisas em comum acordo com seu marido, ou esposa. Não vejo vergonha alguma nisso.

Como o Lincoln mesmo disse, a Sra. Rute retirou a cadela, que tinha sido largada atropelada numa pracinha, das ruas, levou-a para casa e tratou dos ferimentos dela. Como podemos criticar alguém que fez uma coisa dessa? Vamos ter cautela, gente!

Talvez ela não tenha condições de arcar com o valor da cirurgia mesmo. Por que não?

Vamos fazer nossa parte! E o Lincoln, sem dúvida, já faz demais!

Quem poderia ficar com essa cadelinha linda até conseguirmos uma cirurgia para ela.

Conheça as pessoas que passeiam com cachorros

do r7

Profissão é chamada de 'dogwalker' e beneficia donos e animais

Você já imaginou levar cachorros para passear como ganha-pão? Pois essa profissão existe e quem trabalha nela é chamado de dogwaker (em português, passeador de cachorro).

Geralmente, o passeio é cobrado por hora e já existem empresas especializadas nisso. Contratar um dogwalker é ideal para donos que não têm tempo de andar com seus pets.

Veja como é a rotina de um passeador:

Motorista atropela e mutila alce, na Suécia

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Um motorista sueco atropelou um alce e ainda cortou um pedaço do corpo do animal, que possivelmente ainda estava vivo, de acordo com o jornal UPI.

O motorista violou a lei que obriga motoristas que tenham colidido na estrada a comunicarem imediatamente a polícia, responsável por fazer o devido encaminhamento do animal.

O alce fêmea caiu numa vala na beira da estrada e é incerto se ela ainda estava viva quando o motorista cortou um pedaço de seu lombo antes de sair do local.

O incidente trouxe atenção de autoridades quando um bezerro foi visto correndo de cima a baixo ao longo da vala.

Nota da Redação: O pobre animal foi vítima de um ato cruel, violento e criminoso. Espera-se, portanto, que não estejamos nvamente diante de um comportamento violento apoiado pela incompetência da Justiça e da impunidade, e que este homem receba uma punição severa pela atrocidade cometida contra o alce.

Petróleo atinge a costa do Mississipi pela primeira vez

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Grandes manchas de petróleo atingiram a costa do Mississipi no domingo (27). Foi a primeira vez que o óleo do vazamento da plataforma da BP no Golfo do México, atingiu a costa do estado.

O óleo atingiu duas praias turísticas em Ocean Springs, que fica a cerca de 16 km ao leste de Biloxi, e uma praia que fica perto de um pântano. Autoridades do meio-ambiente recolheram um pelicano coberto de óleo.

Funcionários do estado e da guarda costeira, que disseram que esperavam que mais óleo chegasse à costa, falaram que estavam esperando pelos funcionários da BP para começar a limpeza.

“Não podemos limpar ou pegar o óleo, antes que a BP chegue aqui. Eles estão com todos os nossos funcionários”, disse Earl Etheridge, porta-voz do Departamento de Qualidade Ambiental do Mississipi. “Queremos limpar isso agora. Talvez isso intensifique os esforços da BP, mas não podemos fazer nada, porque eles estão com todo o dinheiro.”

Esforços para conter e limpar o óleo desse enorme vazamento, estão sendo administrados em conjunto por autoridades federais, estaduais e locais e estão sendo patrocinados pela BP, o que tem frustrado a maioria das pessoas cujo litoral corre mais risco.

Fonte: O Globo

Senhor de 65 anos praticava zoofilia com cadela

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Hoje à tarde fomos verificar uma denúncia de abuso em uma residência no bairro Harmonia, em Canoas (RS). Havia relatos de moradores próximos de que um dos moradores da residência, que por sinal é um senhor de mais de 65 anos de idade, praticava atos libidinosos com uma cadelinha que havia adotado fazia 2 anos.

Participaram desta ação a Aprocan, a Dra. Maria Ines da Secretaria do Meio Ambiente e um dos fiscais da mesma secretaria.

Chegando ao local, encontramos três animais na residência, sendo duas fêmeas (uma delas adotada há uma semana) e um macho, irmão da outra cadelinha de pequeno porte. Pedimos para entrar para averiguar denúncia de maus-tratos e prontamente fomos levados ao interior do pátio da casa.

 
Já no local constatamos que a fêmea pequena estava no início do cio com a vulva bastante aumentada mas sem qualquer sinal de estrupro. Examinada pela veterinária Dra. Maria Ines, não foi constatada a penetração.

Mas notei que a dona da casa me olhava de um modo diferente (querendo me dizer alguma coisa) e deixei a veterinária e o fiscal com os animais e saí para a frente da casa, onde pedi que ela me acompanhasse.

Então falei que sabia que alguma coisa estava acontecendo lá e os vizinhos também, e que queria que ela me falasse o que sabia, pois estava sendo conivente e que estaria acontecendo não poderia continuar. Então ela me revelou que era verdade que o marido levava a cadelinha pequen para o galpão fazia quase dois anos e se masturbava. Relatou também que ela ja havia visto e estava sendo ameaçada por ele, e que agora que ela estava no cio, com a vulva aumentada, ele tentava novamente.



Então chamei a veterinária e o fiscal e relatei o que tinha ouvido e a convenci a registrar um B.O, inclusive com as ameaças a ela para que ela se resguardasse. Ela foi levada pelo fiscal a delegacia para fazer o registro e eu e a veterinári os aguardamos na frente da casa. Foi lavrado um termo de ocorrência com testemunhas e retiramos os animais.

A cadelinha está internada na Ulbra para mais exames, o machinho está hospedado na MED VET e a cadelinha maior foi devolvida à doadora vizinha da mesma rua.
Enfim, fatos que nos entristecem, pois mostram como o ser humano pode ser cruel. Um avô, pai de família, praticando tais atos, inclusive com os netos e filhos sabendo do ocorrido.

Bom agora é fazer com que o processo ande e encaminhar os pobres animais para um novo lar, de preferência juntos, é claro, pois são irmãos e convivem juntos desde bebês.

Eliane
aprocan_aprocan@yahoo.com.br

Responsável por ONG relata como a proteção beneficiou aos animais e a si própria

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- Vocês só acolhem cães?

Silvana Carvalho - No momento, só cães. O espaço, de 5 mil m² não tem condições. Gostaria de ter um gatil. Meu amor por gatos e cachorros é o mesmo. Só que escolhi cuidar de cachorros e tenho 220 lá. Se eu levar um gato, a situação fica complicada. É um sonho, mas eu não pude realizar.

- Você fala muito na primeira pessoa do singular. É um trabalho exclusivamente seu? Você tem CGC, montou uma empresa, uma ONG? Ou está com a cara e a coragem?

Silvana - Comecei com a cara e com a coragem. Não gostaria de ter uma ONG. Sou contra. Teria uma despesa desnecessária. Só que surgiu a necessidade. Estou pleiteando com o prefeito um espaço para construir um abrigo definitivo. Faltam alguns detalhes. Se não tiver uma ONG legalizada não consigo nada na prefeitura.

- Adoro cachorro, mas não consigo ter na minha casa. Acho muito difícil lidar com a questão higiênica. Como lidar com 200 cachorros no mesmo lugar?

Silvana - A situação do abrigo é meio complicada. Precisa de muito amor mesmo. São 220 animais, e não conto filhotes. Chegamos às 7h da manhã. Imagine a situação. São recolhidas com a pá de lixo, uma por uma, as fezes dos animais, e colocadas numa fossa, porque não tem a parte de esgoto. Tenho três fossas. Mas acho que, de todos os problemas que a gente tem na vida, catar coco de cachorro é o menor. Eu acho o cheiro do cachorro maravilhoso. Não me incomoda em nada. Tenho seis. Três dormem comigo e três com minha irmã. Tem cheiro pior do que o do cachorro.

- De onde surgiu a paixão por animais?

Silvana - Sou ativista há seis anos. Sempre gostei dos animais. Mas gostar e lutar é bem diferente. Preciso de uma luta para viver. Na época dos escravos não estava aqui. Na época em que as mulheres precisavam de espaço maior em relação aos homens, também era muito nova. Na ditadura era novinha. Teria lutado por tudo. Escolhi a causa mais difícil. Lutar pelos negros teria sido muito fácil perto do que é a causa animal.

Seis anos atrás não tinha pelo que lutar. Fico perdida no mundo. A gente tem que fazer alguma coisa. Entrei numa depressão muito grande. Não queria viver mais. A té que um dia, andando no meu bairro, vi uma cachorrinha que teve cria. Cinco filhotinhos, perto do rio. Sempre tive dó, mas não era ativista. Levei para casa com os filhotinhos. Senti algo tão Deus dentro de mim. Uma felicidade tão grande, que tudo mudou. Descobri minha grande causa. Porque Deus entrou em mim naquela hora e falou: “É por isso que você vai lutar enquanto viver” (choro).

Tenho emoção em falar isso porque minha família já não sabia mais o que fazer comigo. Passei por psiquiatras e tomava sete tipos de remédios por mês. Não queria mais viver. Tenho uma família linda, um filho lindo, mas não bastavam. Foi a mão de Deus, de São Francisco de Assis, que me deu isso naquele momento. Nunca mais fui a psiquiatra, nunca mais precisei tomar remédio. Enquanto respirar, vou lutar pelos animais. Já passaram mais de mil animais na minha mão.

- Qual seu sentimento ao ver tanto animal maltratado em confronto com a sofisticação dos pet shops?

Silvana - Lamentável. Sou contra a venda de animais. Existe por trás uma situação muito triste que as pessoas não conhecem. Aquele poodle, shitizu, maltês bonitinho, ali na gaiolinha, vem de uma situação de maus-tratos. Pegam uma cadela, matriz, colocam para procriar o tempo todo. Tem uma cria e já entra em outra. Quando tem dois ou três anos, está tão acabada que dão, jogam fora ou levam para um centro de zoonoses.
A pessoa vai ao shopping, o animal é bonitinho, a criança quer. A mãe compra. Ela cansa e a mãe não quer trabalho. Ela dá a funcionária, que nunca teve um cachorro de raça. Ela leva pra casa, mas não tem condições de sustentar, vacinar, castrar. E esse animalzinho de raça vai viver na rua, na calçada, na frente da casa.

- O município não tem canil?

Silvana - Não. Todos já viram filmes sobre guerra, holocausto. O centro de zoonoses é o holocausto animal. São celas terríveis, frias, com granito e espaços pequenos em que ficam 80 animais na fila da morte para ser sacrificados. Trinta por cento são de raça, que o próprio tutor comprou e não quer mais e joga lá.

No ano passado, numa reunião na Câmara com a Arpa, a Fauna, a Proambi e o Grupo Patas, foi feita uma promessa pelo prefeito Valdomiro de que haveria castração em massa e de que ele não usaria mais o centro de zoonoses para matança. Foi prometido que escolheria uma área e construiria um novo centro, que nem levaria mais esse nome. A gente sonha com a coordenadoria do bem-estar animal.

Até há três meses eram sacrificados 900 animais por mês: sadios, filhotes e de raça. Pit bull e filhote não têm vez. Pit bull nem vai para a cela. Vai para o corredor da morte e fica esperando ser sacrificado. Filhotes também. O prefeito teve bom senso. Ele sabe que é crime pegar animais sadios. Ele ainda é o único que está com uma luzinha no final do túnel. Nunca um prefeito se mostrou interessado na causa animal.

- Existe estimativa de cachorros abandonados em Rio Preto? Existe uma atividade paralela, educativa, para diminuir o abandono?

Silvana - A estimativa é de 10 mil animais abandonados Tenho 220 cachorros. Matam-se 900 por mês e morrem 900 por mês nas ruas. A mesma quantidade de sacrifício é a de morte por atropelamento. Agora o centro não mata, mas os atropelamentos são uma média de 30 por dia.

Ainda prefiro vê-los na rua a vê-los no centro de zoonoses. Na rua têm chance de vida. De cada dez pessoas, nove gostam de animais. De cada nove, três recolhem. Tem estimativa de vida de três anos na rua: comendo e revirando o lixo. No centro de zoonoses, não tem chance.

As ONGs de Rio Preto são contra meu trabalho. Acham que não resolve. O que resolve o abandono é castração. Concordo 100%. Só que, enquanto não acontece, não tenho estômago nem coração para ver um cachorro atropelado, filhotes em caixa de papelão, e não recolher. Meu abrigo é um mal necessário. Se o prefeito cumprisse de castrar mil por mês, diminuiria o número de abandono. Faço minha parte.

- Qual a sua posição sobre extinguir raças agressivas?

Silvana - Gostaria que extinguisse humanos ignorantes que não evoluem e fazem muito mal para a sociedade. Principalmente esses que pegam um pit bull e amarram numa corrente de um metro e deixam o cachorro violento e saí para se exibir na rua.

- Víamos propaganda da Sociedade Brasileira de Proteção aos Animais. Conhece?

Silvana - Não. Recebo em torno de 20 registros de maus-tratos por dia. Graves; 90% são praticados por homens. Machucam de todas as formas. A fome é a primeira. Muitos vivem no sol, na chuva, no frio, não têm casinha. Muitos são comidos por bichos (moscas). Maus-tratos a animais são uma das maiores covardias que o ser humano pode praticar. São anjos indefesos. Comem se você der comida.Morrem por qualquer coisinha. Rezo todos os dias a Deus para não me deixar pegar ódio do ser humano.

- Como podemos ser mais ativos nesse trabalho?

Silvana - Primeiro, associe-se a uma ONG com ativismo na causa animal. Pode chamar a polícia para denunciar maus-tratos. Não precisa ser você. Ligue numa ONG. Participe de campanhas.

Também faço brechós. Tenho um filho músico, Zeca Barreto. Ele faz shows para arrecadar dinheiro.Fazemos rifas. Fora um grupo que me ajuda financeiramente.

Vou finalizar com São Francisco de Assis: “Comece fazendo o necessário. Depois o que é possível e quando você ver estará fazendo o impossível.”

Fonte: Rede Bom Dia

Biólogo abate aves em extinção “por engano”

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O guará, pássaro vistoso, de plumas cor de laranja e porte elegante, é um símbolo de Guaratuba – a ci­­dade de muitos guarás. Embora a ave faça parte do nome do município e sua imagem seja explorada em diversos pontos, a espécie estava desaparecida da cidade havia pelo menos um século. Só há registros da presença do pássaro, ameaçado de extinção por causa da caça predatória, em outros municípios – o último foi em 1977, em An­to­­nina. Por isso, o aparecimento de 12 indivíduos há três anos na Baía de Guaratuba causou comoção entre moradores e biólogos. Os guarás estavam voltando. A alegria, porém, deu lugar à apreensão.

Há algumas semanas, a Secretaria de Meio Ambiente da cidade tomou conhecimento de que um biólogo teria abatido duas aves da espécie – que está na lista dos animais criticamente ameaçados de extinção – dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaratuba. O abate ocorreu no dia 15 de maio e foi presenciado por um morador. O biólogo Louri Klemann Júnior foi credenciado pelo Instituto Ambiental do Pa­­raná (IAP) e pelo Instituto Bra­­sileiro do Meio Ambiente (Ibama) para fazer a coleta de outras duas espécies, tapicuru-de-cara-pelada e caraúna-de-cara-branca, mas abateu os pássaros ameaçados. Em ofício enviado ao IAP, Klemann admite o fato, mas afirma que o fez por engano, devido “às distâncias com que foram feitas as coletas e à luminosidade desfavorável durante a manhã daquele dia (com a presença de névoa)”. Procurado pela Gazeta do Povo, o biólogo afirmou que não tinha interesse em conversar com a reportagem.

Para o zootecnista e funcioná­­rio do Departamento de Meio Am­­biente da prefeitura de Guaratuba, Márcio Nascimento, a justificativa não é plausível. “Se a visibilidade é ruim e o pássaro está longe, ele não deveria abater. Na dúvida, não ­­se atira”, afirma. O Ibama, em e-mail enviado à prefeitura, ao qual a reportagem teve acesso, afir­­ma que não tem competência para realizar autuações, já que o abate se deu em área estadual, mas ressalta que a justificativa parece “mais uma tentativa de ficar com o animal do que defesa propriamente dita” e que “a culpa está clara, uma vez que as condições de visibilidade só serão ruins porque o próprio pesquisador optou pela coleta nessas condições”.

Nascimento afirma que a prefeitura pretende cobrar explicações do IAP sobre uma possível multa a ser aplicada nesse caso, pois o fato pode abrir precedentes para que outros profissionais façam o mesmo. “Não existe exemplar dessa ave em museus do Paraná, logo, coletar uma delas incrementa o currículo de qualquer profissional. E se um biólogo, vindo de fora, faz algo assim e se redime com essa justificativa, qualquer um pode alegar o mesmo.” A vice-presidente do comitê gestor da APA, a bióloga Bianca Reinert, lamentou o fato e disse esperar que o IAP investigue o caso. “A espécie em questão é ameaçada de extinção no estado do Paraná e não pode ser coletada. Lamento muito o ocorrido e espero que a ave símbolo de Guaratuba não tenha abandonado o local.”

Devolução

Atualmente, os dois guarás se encontram no Museu de História Natural Capão da Imbuia, em Curitiba. O museu foi a instituição que contratou o biólogo para coletar as espécies do tapicuru e do caraúna. De acordo com Nasci­­men­­to, a prefeitura pretende reclamar a devolução dos guarás. “Não é justo que Guaratuba perca o exemplar para um museu de Curitiba. Eles não deveriam ser abatidos, mas, como fo­­ram, devem ficar no município.” A reportagem não conseguiu contatar os responsáveis pela instituição. Já o IAP, por meio da diretora de Bio­­di­­versidade e Áreas Protegidas, Márcia Tussolino, se limitou a afirmar que o biólogo não possuía licença para abater os guarás e que irá analisar o caso.

Quase extinto no Paraná

Embora esteja no nome de duas cidades do litoral paranaense (Guaratuba e Guaraqueçaba, que significa ninho de guarás), onde costumavam aparecer aos montes, hoje os guarás estão praticamente extintos no estado. O abate das aves pelos caçadores, interessados na plumagem do animal, e a destruição dos ninhos pela procura dos ovos, fizeram com que, há mais de um século, a população não avistasse um exemplar em Guaratuba. Por isso, a presença deles foi tão comemorada. “Este é o maior exemplo de que a vida natural é persistente e de que os animais lutam com todas as forças pela sobrevivência”, diz o biólogo e ernitólogo Marcos Bornschein.

Segundo Bornschein, provavelmente, as aves avistadas em Guaratuba não nasceram aqui, pois não há registros de ninhos no estado. “Devem ter vindo de regiões onde eles ainda existem em grande número, como Iguape, Cubatão e Ilha Comprida, no litoral paulista.” De toda forma, o fato de as aves ‘visitarem’ o Paraná significa que as condições de alguns locais voltaram as ser propícias para a espécie, que se alimenta principalmente de caranguejos e prefere locais mais quentes. O ernitólogo diz que é cedo para apontar os danos causados pelo abate, mas que o incidente pode afugentá-los. “Tudo vai depender de quantos eram e de quantos ficaram. De toda forma, é uma perda grande, pois essa é uma espécie quase em extinção.”

ONG japonesa pode desistir de projeto

Ao longo da última década, ONGs e a prefeitura de Guaratuba vêm trabalhando em projetos que buscam entender e explicar em que condições se deu o desaparecimento dos guarás na área e o que fazer para que eles voltem a habitá-la. As tentativas, porém, sempre esbarraram na escassez de recursos, como admite o próprio órgão municipal. A situação começou a mudar há cerca de três anos, quando os guarás voltaram a ser avistados na baía. A boa notícia chamou a atenção de uma ONG japonesa, a Associação de Avanços Ambientais de Hyogo, que se comprometeu a custear um projeto que pretende estudar o padrão de alimentação dos guarás e o quanto os bancos de alimentos encontrados nos manguezais da baía influenciam na sua presença na região. “No Japão, existe o guará-branco, que acabou desaparecendo com o avanço industrial. Para o Japão, é interessante custear o estudo e entender o que ocorreu aqui para que os guarás voltassem, para que eles possam aplicar o conhecimento lá”, diz o biólogo Márcio Nascimento.

Com o abate das aves, porém, a prefeitura teme que a ONG desista de bancar o estudo. “Se eles entenderem que um biólogo abateu dois guarás, e que nada aconteceu, pelo contrário, que um órgão público como o IAP aceitou a justificativa dada, eles podem cortar o investimento. E o Brasil pode perder muito com isso”. O projeto já foi enviado à ONG e espera a aprovação para ser iniciado.

Fonte: Gazeta do Povo

Nota da Redação: É estarrecedor tomar conhecimento de que biólogos abatem aves para serem coletadas como peças de museu. Percebe-se que a preocupação não é com a preservação das aves em si, já que, se houvesse abatido as aves “encomendadas”, o procedimento seria considerado correto e concluído. O grande temor é perder o incentivo da ONG japonesa caso o guará – ave símbolo da cidade – entre em extinção novamente na localidade. A Prefeitura preocupa-se em “perder o exemplar abatido para um museu de Curitiba”. Quando afinal vamos estender o respeito à vida e a liberdade de todas as espécies e não só às eleitas pelo ser humano.

Ameaçada de extinção, onça-pintada é o maior felino da América

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A onça-pintada é o maior felino das três Américas. Pode pesar cerca de 130 kg e seu comprimento variar entre 1,7 metro e 2,4 metros (maior que a altura do homem). Tem corpo musculoso e forte. Também é conhecida como jaguar, que em tupi significa “a que devora ou dilacera”.

Esse felino vive em áreas próximas a rios, desde a costa do México até a região Norte da Argentina. No Brasil habita o cerrado, caatinga, pantanal, Mata Atlântica e Floresta Amazônica. Precisa de grandes áreas – com bastante vegetação e água – e muito alimento para viver. Por isso, sua presença indica que há recursos naturais disponíveis para ela naquela mata.

Esse bicho é solitário, só se relaciona durante a reprodução. Nessa época, pode marcar o território que ocupa com urina, fezes e arranhões nas árvores. Pode ficar ativo durante o dia ou a noite, dependendo das condições do ambiente. Estudos mostraram que em áreas abertas, como cerrado, a onça-pintada fica mais acordada no período da noite. Em mata bem fechada, movimenta-se mais durante o dia.

É carnívora e, em geral, alimenta-se de capivaras, macacos, veados, aves e peixes. Nada e salta muito bem. A gestação dura de 90 a 110 dias e nascem de um a quatro filhotes, que ficam com a mãe até completar 1 ano e meio, quando começam a caçar sozinhos. Tornam-se adultos aos 3 anos.

Tem impressão digital

As pintas negras na pelagem da onça-pintada, chamadas rosetas porque lembram flores, funcionam como a impressão digital. Cada bicho tem o próprio padrão, que nunca se repete. Elas são importantes para a camuflagem, confundindo o animal com a vegetação para que possa se esconder e caçar com mais facilidade.

Esse bicho está ameaçado de extinção por causa do desmatamento e da caça, que é proibida desde 1967. Como as florestas diminuem cada vez mais, ela tem menos espaço para encontrar abrigo e alimento. Por isso, muitas aproximam-se de fazendas, atrás do gado e de galinhas.

A família de felinos tem mais de 30 espécies, presentes em quase todo planeta, exceto Oceania e Antártida. Há onças, leões, panteras, tigres, leopardos, linces, jaguatiricas, entre outros. São carnívoros predadores que caçam outros animais, utilizando as longas garras e dentes caninos bem grandes. Suas patas possuem coxins, estruturas que parecem almofadinhas, permitindo que eles caminhem sem fazer ruído.

Fonte: Diário do Grande ABC

Dezesseis cães aparecem mortos em uma semana em São Luís do Paraitinga (SP)

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Em São Luís do Paraitinga (SP), a morte de animais domésticos preocupa moradores e a defesa civil. A polícia investiga uma possível onda de envenenamentos.

No bairro São Sebastião, zona rural de São Luis do Paraitinga, eles têm espaço de sobra pra se divertir. Mas ultimamente só saem de casa com os tutores. Todo esse cuidado tem motivo. Em uma semana pelo menos 16 cachorros apareceram mortos na vizinhança.

Os moradores desconfiam que esses animais de estimação estão sendo envenenados. “Meu sobrinho me falou que meu cachorro estava morto, eu subi lá pra ver e tinha um pedaço de bolo ao lado dele e ele estava morto mesmo”, conta a comerciante Adair Carmo Paulista.

Maura só conseguiu salvar uma das três cadelas da familia. “Ele passou dois dias sem comer, mas eu fui dando leitinho e ele melhorou”.



A matança dos animais virou caso de polícia. Os moradores registraram boletim de ocorrência e as investigações já começaram. Um menino de nove anos contou que recebeu dinheiro para colocar veneno nas comidas e o suspeito de encomendar as mortes já foi intimado, mas ainda não compareceu à delegacia.

Enquanto isso a defesa civil acompanha o caso. Técnicos já foram ao local. A preocupação também é com saúde das crianças. Segundo José Carlos Rodrigues, coordenador da defesa civil da cidade, a suspeita de envenenamento e o pedaçõ de bolo encontrado deixam qualquer criança sob o mesmo risco, já que a a zona é rural e elas andam à vontade pelo quintal, podendo ingerir incidentalmente o veneno.

Além dos cachorros, três galinhas e um gato também foram encontados mortos no bairro com suspeita de envenenamento. Um laudo sobre a causa das mortes dos animais deve ficar pronto em 30 dias.

Fonte: VNews

Três tambores: exploração animal por trás da mansidão e da fraternidade

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Um artigo meu escrito recentemente, chamado “A crueldade dos ‘três tambores’ do rodeio”, causou revolta entre os praticantes do dito “esporte”. Os comentários do Arauto da Consciência e, ainda em menor quantidade, da ANDA foram bombardeados por competidores e competidoras revoltados por eu ter acusado sua modalidade de cruel e generalizado os maus-tratos que ocorrem no manejo de instrumentos como espora e açoites. Assim sendo, resolvi escrever um novo texto para elucidar melhor por que os três tambores têm a mesma oposição minha e dos defensores do abolicionismo animal que rodeios e vaquejadas.

Me disseram que os três tambores proporcionam uma comunhão afetiva entre cavaleiro e cavalo, sendo o primeiro não senhor do último, mas quase um “irmão”. Me falaram também de engajamentos filantrópicos com os lucros do “esporte” e da venda (sic) dos animais, da presença de conselhos de ética, veterinários e outras entidades que assegurariam um tratamento “digno” aos bichos. Fui acusado de escrever sem conhecer a realidade, de emitir um opinião leiga e, logo, irresponsável.

Reconheço que alguns comentários eu realmente tive alguma dificuldade de responder, e percebi que o motivo maior foi ter chegado ao limite da crítica relacionada a bem-estar animal – muito embora o artigo tenha falado, em um parágrafo, do caráter de exploração animal da competição. Foi falho ter exposto mais a crítica pró-bem-estar, facilmente questionável por quem pratica o dito “esporte”, do que a abolicionista, e isso induziu a uma equiparação indevida da modalidade ao rodeio e à vaquejada, pseudoesportes que por sua vez consistem na crueldade quase explícita.

Os três tambores, por serem muito mais próximos do hipismo do que do rodeio, conforme ficou expresso nos diversos comentários e também é visível nos mais diversos vídeos, são de fato um “esporte” com animais no qual a exploração animal é bem menos óbvia do que a tão largamente criticada montaria de touros, por ter muito menos demonstrações explícitas de maus-tratos. Nele não há peões ou vaqueiros sedentos de vencer o “adversário” animal, mas cavaleiros que afirmam competir em irmandade com os cavalos.

Mas isso não quer dizer que eu vim me retratar por completo do artigo passado e dizer que passei a ver o três tambores com bons olhos. Mas, sim, esclarecer melhor por que, mesmo com esse panorama alegado de bem-estar e fraternidade cavaleiro-cavalo, continuo mostrando que esse tipo de competição não se inclui no que o abolicionismo animal pode considerar ético e aceitável e reivindicando mais ação de entidades de direitos animais contra o uso de bichos para entretenimento seja lá de qual tipo for.

Não é obvio como no rodeio, mas há um sistema de exploração animal desde a arena de corrida até a procriação dos cavalos.

Em primeiro lugar, os vários adereços de controle e incitação usados no cavalo durante a competição deixam visível: o animal é tratado como máquina de velocidade, controlável pelo cavaleiro. Diversos adereços, como o cabresto, as rédeas e os freios, visam manipular para onde e quão rápido o bicho deve correr. Sem falar nos outrora citados açoite e espora, cujos usos, mesmo não sendo acessórios cortantes nem causando ferimentos visíveis ou dores fortes, são uma agressão ao animal.

Hoje em dia não se pensaria em usar equipamento de controle ou açoites para controlar atletas humanos. Seria visto como uma violência tanto física quanto moral – “que humilhante é tratar seres humanos como carros de corrida”, pensariam. Mas são usados em cavalos, na dita inofensiva prova dos três tambores, numa demonstração da visão de que, por mais “irmão” que o cavalo seja do cavaleiro, ele nunca terá o mesmo estatuto moral que o ser humano, de ser portador do direito à dignidade e ao consequente não tratamento como coisa e propriedade.

Não questiono mais se isso é cruel por causar violência explícita ou dor, assim como os rodeios e vaquejadas, mas sim se é ético competir com animais controlando-os como objetos, como carros, algo que não se admitiria fazer com pessoas.

E pergunto: se a relação entre cavaleiros e cavalos é tão fraternal, por que não se dispensa o uso desses equipamentos nas provas oficiais, usando apenas sela e estribo para manter o cavaleiro montado em segurança, já que o cavalo entenderia inteligentemente para onde e quão rápido o “irmão” humano quer que ele corra.

Corroborando o argumento de que os animais supostos “irmãos” dos cavaleiros são de fato tratados como propriedade humana, está o fato de que existe um comércio de cavalos usados nessas competições. Não que o competidor venda o seu “irmão” algum dia, mas muito provavelmente – para eu não dizer que isso seria generalizado – este será comprado no início de sua “vida útil”, para uma vida de competições velozes. Tal como um carro zero de corrida.

A ética dos direitos animais repudia qualquer coisificação, mercantilização e proprietarização dos animais, da mesma forma e pelos mesmos motivos que a ética convencional que vigora hoje repudia o tratamento de homens e mulheres como coisas, mercadorias e propriedade de outrem. Fatalmente isso implica que “esportes” que usam animais, das mais sangrentas touradas até as mais amistosas provas de três tambores, serão alvo de objeção ética.

Também há a questão: o que é preferível e ideal para o animal, viver em liberdade na natureza – ou em santuários de refúgio, para animais cuja espécie foi há milênios apartada do seu vínculo ao equilíbrio ecológico de seu ecossistema de origem –, ou ser obrigado a uma vida de competições que ele não escolheu trilhar.

Afirmam que o cavalo, sendo inteligente, se comporta demonstrando que gosta de correr com aquele que se diz seu “dono”. Talvez seja válido dizer que o cavalo gosta de ser montado por seu cavaleiro na fazenda, sem acessórios de controle, caso haja uma relação afetiva tal como um cão com seu responsável e carinhoso tutor.

Mas é questionável se o cavalo gosta – em outras palavras, sente-se bem – de ter seu corpo controlado e artificialmente induzido à corrida – e, em muitos casos, açoitado e esporado – numa competição em que está exposto a intensos barulhos e iluminação, em situação estressante, numerosas vezes num ano.

Seria isso realmente preferível ao animal, mais do que viver livre num refúgio, sem obrigações vinculadas a interesses que não dizem respeito a suas necessidades e vontades.

Por fim, a questão do uso do animal por interesse humano. Qualquer “esporte” que use bichos para entretenimento, por mais que se diga que o animal “gosta” de competir, é uma forma de exploração animal. A ética tradicional de hoje condena o uso de seres humanos como propriedade a serviço dos interesses de outrem, o que inclui usar para fins de entretenimento pessoas que não escolheram expor-se (como no caso dos freak shows do século 19). O abolicionismo animal, por sua vez, estende essa condenação aos animais não humanos.

Fazem-se as perguntas, complementando o questionamento feito mais acima: o animal escolhe praticar um “esporte” que visa ao entretenimento humano? Ele afirma mesmo, à sua maneira, que gosta de correr numa arena barulhenta e cheia de luz, sob o controle de diversos instrumentos, e está afim de vivenciar tal situação muitas vezes ao longo de sua vida até sua aposentadoria? Ele realmente pensa que isso lhe faz bem.

E há o detalhe de o cavalo ter sido dado à luz justamente para ser um animal de competições, tanto que ele, como uma “boa” mercadoria, é vendido em sua maturidade física ao cavaleiro disposto a pagar por sua compra, por ser um animal “muito bom para competições de três tambores”.

Ou seja, nasce para servir ao ser humano, para satisfazer os interesses do vendedor de cavalos, do próprio cavaleiro, dos organizadores de competições, dos proprietários de arenas e do público que prestigia o “esporte” para sua diversão –, como toda espécie submetida à exploração. Mesmo que o cavaleiro diga que o bicho é praticamente irmão seu e “gosta” de competir, isso não anula o fato de que ele só está ali – ou, pior, só existe – porque pessoas se interessaram em seu nascimento e amadurecimento e dele se beneficiam cultural e economicamente.

Saio assim da questão do mero bem-estar – e até me retrato por ter generalizado a violência física que nem todos os cavaleiros promovem contra os cavalos –, mas continuo denunciando que “esportes” como os três tambores são, sim, formas de exploração animal que lançam mão da objetificação, mercantilização e reprodução interesseira de bichos, fato que se esconde na relação “fraternal” entre competidores e animais e na ausência de agressões explícitas contra estes últimos.

Se substituíssem cavalos por humanos e mantivessem na íntegra todo o restante do sistema, passaria a ser um pseudoesporte abominável aos olhos das pessoas e censurável pelas leis de direitos humanos. Mas, como são animais não humanos, há toda uma aprovação moral por parte da maioria da sociedade. Assim sendo, continuo questionando eticamente os três tambores.

E aproveito para esclarecer que os três tambores ainda não se tornaram alvo de críticas massivas das entidades de defesa animal porque infelizmente uma enorme parte destas  é bem-estarista e preferem manter-se em cima do muro porque não há tantos maus-tratos assim, não há uma crueldade física intrínseca ao tal “esporte” a qual lhes permita clamar que “três tambores devem ser proibidos por lei porque são crueldade contra animais”. Essa modalidade só passará a ser alvo de críticas e repúdios quando o abolicionismo animal no Brasil se fortalecer, porque seu problema é muito mais de ética e exploração do que propriamente de maus-tratos e crueldade explícita.

Veado é atropelado em rodovia e recebe atendimento da polícia ambiental e de veterinário

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Fratura no fêmur e escoriações nas costelas e face. Esses foram os ferimentos detectados no veado-catingueiro encontrado na manhã de ontem pela bióloga Cleide Regina Amorim, na Rodovia Mogi-Dutra (SP-88), sentido Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo. O animal foi atropelado por um veículo e agonizava no local. Resgatado, ele foi levado para a Polícia Ambiental e, posteriormente, encaminhado para uma clínica veterinária da cidade, onde – entre muitos cães, gatos e outros animais de estimação – acabou tendo a atenção voltada para si.

Atendido pelo veterinário Edmon Marcelo Zogbi, o veado recebeu o diagnóstico de fratura no fêmur direito e escoriações nas costelas e face. O animal foi medicado para que não sentisse muita dor, ficou em observação e, ainda ontem, seria submetido a uma cirurgia para consertar a perna.

“Pelo que pude observar, estas escoriações devem-se ao rolamento, na hora em que ele foi atropelado. Pelo jeito, a pancada foi muito forte porque esta fratura é grave, mas não urgente. Acredito que o animal vá ficar bem”, explicou o veterinário que, depois de dar alta para o bicho, chamará os policiais ambientais para que façam a soltura na mata novamente.

Enquanto estava sendo socorrido por Zogbi, o animal tremia muito e babava. “O grande problema dessa espécie é o estresse. Ele está tremendo e babando porque está com medo. Vamos deixá-lo por algum tempo em uma jaula escura, para que ele se acalme”, comentou o veterinário.

Zogbi foi contatado pela reportagem de O Diário depois de muitas tentativas, em vão, da Polícia Ambiental em encontrar um veterinário que pudesse examinar o bicho – no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) não havia ninguém e alguns outros veterinários particulares recusaram o atendimento. O veado foi levado para a clínica pelo cabo Daniel e o soldado Lemes.

À reportagem, a bióloga contou que, quando viu o animal na estrada, ficou preocupada. “Coloquei o veado no meu carro e o deixei aos cuidados da Polícia Ambiental. Parece que isso (atropelamento) está sendo um problema comum. Lembro-me que, durante o licenciamento ambiental para a reforma da estrada foram propostos os corredores de fauna. Não sei o desenrolar da história, pois não acompanhei o trabalho, mas, se os corredores foram construídos, talvez não estejam em pontos estratégicos ou em quantidade suficiente que permita o deslocamento desses animais de um fragmento ao outro. Acho, ainda, que deveriam ser feitos muros de arrimos na Rodovia para evitar que os animais silvestres atravessem a pista”, destacou Cleide.

Constante

De acordo com a Polícia Ambiental, o atropelamento de veados nas estradas mogianas está ficando cada vez mais comum. Neste último mês, os policiais atenderam três ocorrências envolvendo os bichos e a dificuldade para conseguir um veterinário é sempre a mesma, já que os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses não têm a responsabilidade de cuidar de animais silvestres.

Os motivos para a frequência dos veados nas estradas, segundo a Polícia, são a falta de corredores ecológicos nas rodovias (a Mogi-Dutra, a princípio, conta com o recurso mas, pelo visto, não é usado pelos bichos); a invasão dos seres humanos no habitat dos bichos; e a diminuição dos predadores naturais dos veados, que são as onças e jaguatiricas, que se afastaram devido à presença do homem.

A Polícia diz ainda que, além dos atropelamentos, os veados também estão aparecendo nos sítios e sendo acuados e machucados por cachorros.

Todas as ocorrências envolvendo animais silvestres são registradas em um sistema de computadores e podem ser acessadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

Fonte: O Diário

Nota da Redação: Atropelamentos de animais infelizmente se tornaram problemas comuns nas estradas, em decorrência da invasão humana e destruição dos habitats dos animais. É dever das autoridades responsáveis desenvolver e aprimorar projetos que impeçam o acesso dos animais às rodovias. Parabenizamos a bióloga que teve a compaixão de recolher o animal, à Polícia Ambiental que não se conformou até encontrar um veterinário que aceitasse cuidar da vítima e ao veterinário pela atenção e cuidados prestados.

Cão que sofria de hemorragia é salvo por doação de sangue de dois cachorros

Mesmo de maneira involuntária, três cachorros da ONG “Vira Lata Vira Vida”, de Piracicaba, salvaram a vida do vira-lata Tobi, que sofria de grave hemorragia por causa da erlichiose, popularmente conhecida como doença do carrapato. Abandonado pelas ruas, o cachorro recebeu uma atenção especial da dona de casa Valderez Dionice Gardim, 54, moradora do bairro Morumbi. Depois de ver a angústia do animal, ela procurou a ONG e pediu ajuda. Com apoio médico voluntário, Tobi recebeu 500 miligramas de sangue de três doadores da entidade na semana passada.

De acordo com a presidente da ONG, Miriam Miranda, o gesto pode ser considerado uma forma de agradecimento à população, que constantemente tem ajudado o grupo de voluntários, que há um ano mudou a rotina de um abrigo particular para cuidar de mais de 450 animais que morriam de fome. Mesmo sem atender denúncias e não recolher novos residentes, Miriam disse que o caso de Tobi chamou atenção de uma maneira muito especial.

“Dona Valderez ligou desesperada dizendo que o cão estava sangrando muito pelo nariz e boca. Levamos para um veterinário e o diagnóstico foi grave”, explicou a presidente. Pelo fato de o animal ter perdido muito sangue, a transfusão foi indicada com urgência. “Como temos três cães com peso adequado, conseguimos meio litro de sangue e doamos ao Tobi”, explicou Míriam.

Mesmo sem ser a tutora do cachorro, Valderez disse que não foi capaz de deixar o animal sangrando na rua. Conhecido por vários moradores da rua Jorge Zoner, Tobi foi recebido com aplausos por várias pessoas. “Como ele ficou quatro dias na clínica, muitos se reuniram em frente de casa para recebê-lo”, contou a dona de casa.

Ainda sob cuidados médicos, o cachorro vai continuar na casa de Valderez. Sobre sua recuperação, ela falou que o cão está bem, mas não pode fazer esforço físico e nem deixar de tomar os remédios. “Não é fácil mantê-lo calmo, pois está acostumado a ficar na rua”.

A presidente da ONG, que visita o cão diariamente, acredita que o gesto de solidariedade dos animais retribui, de certa forma, todo apoio recebido da população. “Infelizmente não podemos atender a cidade, porque já temos 430 cães para cuidar. Porém, vejo essa doação de sangue como um pequena forma de agradecer as pessoas que nos ajudam”.

Vira Lata, Vira Vida
Quem quiser fazer parte da organização ou apenas fazer uma doação, pode entrar em contato pelos telefones: (19) 9831-1929, 3411-5490 ou pelo e-mail: viralata@teclamail.com.br.

Fonte: Gazeta de Piracicaba

Projeto de lei pretende exterminar pombos na Argentina

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Um projeto de lei acaba de ingressar na Câmara dos Deputados, na Argentina, com a proposta de declarar os pombos como “pragas”.

O projeto foi apresentado pelo deputado dirigente da Federação Agrária, Ulises Forte, que considera que “existe uma superpopulação da espécie”, que deve ser controlada por “afetar a saúde humana, o ecossistema e alterar a produção agropecuária”.

  
O legislador fundamentou sua iniciativa com base no resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), que revela que os pombos estão prejudicando as lavouras de girassol.
Se aprovada a proposta, o Ministério da Agricultura e o Ministério da Saúde devem implementar um programa de controle.

O deputado ruralista explicou que, tecnicamente, ao se verificar que há uma superpopulação de pombos, são declarados como pragas, permitindo que o Estado firme convênios com os municípios e implementando métodos de controle populacional, tais como “a caça esportiva e contraceptivos colocados em alimentos”.

  

Apesar de a proposta incluir a morte dos animais por meio da promoção da caça esportiva, o deputado se contradiz ao afirmar: “Nós não queremos eliminar os pombos”.

Com informações de La Noticia


Nota da Redação: A superpopulação de pombos é resultado da ação do próprio ser humano, por meio da ocupação dos habitats, da devastação dos ambientes naturais e do acúmulo de lixo, que acaba atraindo esses animais aos centros urbanos. O ser humano, mais uma vez, reforça sua incapacidade de respeitar e conviver harmonicamente com outras espécies, utilizando-se da habitual força para dominar e subjugar seres sencientes, que sofrem e sentem como nós, e não podem se defender da violência humana. A sociedade precisa se manifestar contra tamanha crueldade e atrocidade contra seres inocentes.

Maré negra de petróleo continua ameaçando fauna marinha no Golfo do México

Organizações de proteção aos animais alertam que mais de 40 populações de mamíferos marinhos estão em perigo no Golfo do México, por causa da maré negra que assola a região, ainda em decorrência do vazamento de petróleo.

 

Ralf Sonntag, da organização de proteção animal IFAW, explicou que baleias e golfinhos estão ameaçados: “Baleias e golfinhos tomam o petróleo através do furo de respiração ou pela boca, e podem morrer por isso”.

  

No momento, é difícil estabelecer qual o impacto do desastre do vazamento de petróleo na população de baleias. Sonntag, biólogo, enfatizou que, como a mancha de petróleo continua a se espalhar, é possível que haja mais espécimes mais em perigo.

Com informações de La Nueva

Leis permitem que se faça lucro com a caça de animais selvagens na África do Sul

Enquanto as feras do futebol correm soltas pelos gramados da Copa, nas matas da África do Sul animais como macacos, leões, hipopótamos e até zebras não conseguem se livrar da marcação impiedosa dos caçadores. Estimulados por um comércio que movimenta milhões de dólares por ano, eles se unem a comerciantes que dedicam a vida a transformar os bichos abatidos em enfeites de luxo. Depois de pronta, a ‘mercadoria’ é vendida a preço de ouro no mundo todo.

Há 20 anos no ramo, o sul-africano Kevin Cooper, 39, é um dos principais exportadores de animais da África do Sul. Com clientes na Europa, nos Estados Unidos e até no Brasil, ele não vê problemas no que faz. “É um trabalho como outro qualquer”, argumenta Kevin, que também é caçador. Questionado sobre fator predatório e cruel da atividade, ele não hesita em responder.

“Você gosta de futebol?”, pergunta. “Eu gosto de caçar animais! Se eu não matá-los e preparar os corpos, um dia eles morrerão do mesmo jeito e só servirão de comida para outros animais. Existem muitos bichos na natureza, eles nunca vão acabar por causa da caça”, argumenta com uma frieza que impressiona.

Amparado pelas leis sul-africanas que liberam a caça de diversos animais e controla a de uns poucos como leões e elefantes, Kevin abriu as portas de sua oficina e ali mostrou como é feito o trabalho de preparação das feras até chegar às vitrines das lojas.

“Depois de abater o animal retiramos a pele dele, cobrimos com sal e a deixamos exposta ao sol por três dias. Em seguida, a mergulhamos num tanque com produtos químicos onde permanece por duas semanas para preservá-la e evitar o mau cheiro”, detalhou Kevin.

“Feito isso, o couro dos animais é raspado para que fique mais fino e maleável”, explica o caçador, que para manter a forma perfeita do animal em suas peças usa moldes de fibra que são vestidos com a pele dos bichos. Uma cola especial é usada para fixá-la no molde. Mas o processo de secagem pode demorar até dois meses, dependendo do tamanho do animal.

Cumprida mais esta etapa, é feito um trabalho de raspagem do pelo e de ajustes de pequenos detalhes. Este processo varia desde a pintura dos chifres dos animais até a substituição dos olhos por esferas de cristal. Depois de prontas, as peças chegam a ser vendidas por mais de quatro mil dólares, como é o caso de uma zebra inteira.

Para se ter uma noção da organização e da rentabilidade do negócio, Kevin conta que envia e compra animais em qualquer país do mundo. “Não importa onde é, se o animal me interessa, vou buscá-lo”, garante.Apesar do interesse, para um turista praticar a caça é preciso estar acompanhado por um caçador sul-africano profissional.

Fonte: O Dia Online

Hipopótamos e cobras albinas quase são atingidos por um balão em zoológico do Rio

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Meia hora antes de começar o jogo Brasil e Portugal pela Copa do Mundo, um balão de cinco metros de altura caiu, na sexta-feira passada (25), no topo da palmeira imperial que fica entre as jaulas dos hipopótamos e das cobras albinas, no Jardim Zoológico, em São Cristóvão, RJ, pondo os animais em risco.
Não é a primeira vez que isso ocorre no zoológico. Há 15 anos, um balão provocou a morte de um animal : um elande de origem africana morreu após se chocar com as cercas, assustado com o balão que caiu no espaço reservado aos antílopes.

Com informações de O Dia Online

Nota da Redação: Alojar animais em zoológicos é condená-los a uma vida de sofrimento,  posto que estes são confinados a  jaulas, privados do seu habitat natural: florestas, montanhas, desertos, rios etc.,  para o divertimento sádico dos que lá visitam, além de ser fonte de renda das pessoas que exploram essa forma de “entretenimento”. Não fosse o suficiente, ainda são expostos a perigos como esse, deixando-os ainda mais estressados do que já estão. A existência de zoológicos vai contra o Artigo 4.o da Declaração Universal dos Direitos Animais: 1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir. 2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Cãozinho carente precisa de adoção, em Porto Alegre (RS)

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Estou cuidando dos 60 gatos ariscos de uma “colecionadora” que faleceu há um mês no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre, no RS. Pois na casa reside o cão DUNGA: baixinho, interessado em estar presente em tudo. Simpatia. Mas está à beira da solidão. As senhoras alimentam-no. No entanto, o divertimento dele é espantar gatos.




Alguém poderia, por gentileza, me ajudar, levando o simpático cãozinho para castrar e doar? Estou esgotada na função de gatos. Já castrei 14. Retirei 15. Doei 2. Em 3 semanas. Sozinha. O pobre Dunga atrapalha as capturas. Traça os alimentos dos gatos, manda os gatos para longe com seus rompantes de valentia. Cada vez que entro no portão com várias caixas mais arapucas o Dunga foge, atravessa rua, late, etc. Ele late para os gatos que já estão nas arapucas trancados… é um caos, digamos assim.

Estou com pena dele. Ele está gordo e bonito. Só precisa castrar, dar vermífugo, antipulga e doar.
Contato com Cleide pelo tel  (51) 9116-5670 ou pelo email cleidefraza@gmail.com

Cadela prenha que está sendo maltrada na rua precisa ser resgatada, em SP

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Uma cadela prenha está sendo espancada na rua, vejam o estado dela, não aguento mais vê-la apanhar. Aqui as pessoas são ruins, ela terá filhotes. Vive acuada.

 

O local onde ela está é Estrada Dos Alvarengas, ao lado do SUS Alvarenga, Posto Saúde, SP.
Contato com Nice: (011) 9238-1761

Bares e restaurantes de Tóquio são adaptados para acomodar cães

A moda agora em bairros luxuosos de Tóquio, no Japão, é ir com seu cão a bares e restaurantes, pois muitos destes estão adaptados para hospedar com comodidade os cachorros, deixando seus tutores seguros.


Se a cultura japonesa sempre reservou aos cachorros um espaço de particular respeito, ir ao restaurante ou a um bar com o cão virou fato real.

Segundo a Agência de Notícias Kyodo,  existem restaurantes que os tutores podem escolher a comida para seu cachorro, através de um menu apropriado a ele.

Aos cães de porte menor, que, em muitas às vezes, chegam ao estabelecimento em carrinhos de passeio, foi criado um local especial no qual eles podem descansar: no inverno sobre tapetes quentes e no verão em placas de mármore que dão um efeito refrescante.

É o caso do Caffè Sabò, um dos primeiros da capital a ser organizado para oferecer hospitalidade aos cães, incluindo um serviço de limpeza para o caso de alguma emergência.

Outros locais, como o restaurante HxM, hospedam os cães apenas em locais abertos: “A moda é ótima mas não queremos provocar nenhum incidente”, explicou um garçom, detalhando que, sob uma paixão pelos cães, alguns clientes esquecem de os ensinar boas maneiras, assim alguns começam a latir para uma outra mesa incomodando outros clientes.

Fonte: Portal da Cinofilia

Crocodilo mostra que é o rei do pântano e abocanha tubarão

 do daily telegraph


Um grupo de turistas do Parque Nacional de Kakadu, no Território do Norte, na Austrália, acompanhou o ataque de um crocodilo de água salgada a um tubarão-touro.

O réptil de cinco metros mostrou quem era o rei do pântano ao abocanhar o tubarão que, segundo o guia turístico, deveria ter três metros de comprimento. 
Crocodilo abocanha tubarão em parque na Austrália

Dolce está esperando por um novo lar!

do Omnes Angeli

"Gente...

Hoje tive que ir até o CCZ (Centro de zoonoses, vulgo carrocinha) tratar de uma papelada para castrar meu gatinho.

E daí?

E daí que na porta tinha um rapaz que estava lá para deixar seu cachorrinho, simplesmente...

Precisava abandoná-lo por diversos motivos e, apesar de nenhum deles ser válido para mim, acabei trazendo o cão para cá, pois o Ccz não é um lugar dos mais recomendáveis para um cão, ainda mais um que já tenha conhecido uma casa.

 

Ele está aqui, seu nome é Bolt (pensamos em mudar para Dolce, e tenho certeza que para ele não fará diferença alguma, pois o som é bem parecido), tem aproximadamente 6meses, é mestiço de daschund (o salsichinha) e um amor de cão.

Tem o pelo bonito, caramelo escuro, e apesar de ser ainda um filhote, não deve crescer muito além da raça mesmo, pois já se notam as típicas patinhas curtas.

Convivia com crianças, e não demonstrou problemas com a bicharada aqui de casa.

Já tenho o protocolo de castração da prefeitura, para que ele seja castrado mês que vem.

Infelizmente não tenho notícias de vermífugo ou vacina.

Aqui em casa não temos como ficar com ele, pois temos já 2 cães adotados em situações semelhantes.

Sei que muitos têm preconceitos em adotar cães adultos, mas este é um filhote fofo, e tenho certeza de que alguém irá se sensibilizar.

Por favor deixe seu e-mail aqui nos coments que eu entro em contato.

Por favor, se não puder ficar com ele, divulgue.

Dolce fazendo sua melhor cara de "Me leva para casa!"

 

Leishmaniose: não mate seu cão!



Pitt Bull: E o preconceito continua!





Descoberta a causa da morte de golfinho que apareceu nos Açores, em Portugal

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O golfinho que foi recolhido junto ao Clube Naval de São Vicente, no Norte da Ilha, nos Açores, em Portugal, morreu de velhice.

Esta é a primeira conclusão a que chegaram os biólogos do Museu da Baleia, que estiveram no local, depois de terem verificado o “desgaste nos dentes” do animal marinho.



O diretor do Museu diz que se trata de “um golfinho malhado ou pintado, um animal de idade avançada com grande desgaste nos dentes”. O golfinho não revela qualquer sinal de feridas, além das provocadas pelo natural embate nas rochas depois de morto pelo que se pode concluir que não houve interação humana.

O corpo do golfinho  foi recolhido e vai ser sujeito a uma necrópsia para apurar a verdadeira causa da morte. O cadáver do animal marinho vai ser estudado por forma a determinar a idade e o esqueleto vai ser limpo para integrar as coleções de referência do Museu da Baleia e eventualmente ser exposto ao público.

Nas últimas semanas têm aparecido carcaças de animais marinho mortos, foi o caso de um cachalote, de um lobo marinho e agora de um golfinho. O diretor do Museu da Baleia, Luís Freitas, diz que para já não há qualquer informação que ligue os três acontecimentos até porque este golfinho, ao que tudo indica, morreu de velhice.

Fonte: DNotícias

Centro de Jundiaí (SP) registra multiplicação de urubus

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Um fenômeno está acontecendo nos céus de Jundiaí (SP) e vem sendo observado na região central da cidade. É o aumento do número de urubus (do gênero Coragyps) sobre prédios e antenas, em alguns casos com filhotes.

“Realmente temos notado vários casais. O problema não é sua presença, mas a indicação de alguma alteração ambiental”, diz Carlos Ozahata, chefe do setor de Controle de Zoonoses (Secretaria da Saúde).




Ele cita os fatos recentes de animais nas áreas urbanas como gambás, saguis e até mesmo onças como efeito da expansão urbana sobre o habitat natural deles.

“Isso coloca o desafio de melhorarmos a política ambiental não apenas em Jundiaí e sim na região. Porém, esse caso dos urubus envolve até mesmo aspectos como o lixo, pois os fatores são alimento e reprodução. Estão usando o alto de prédios como abrigo”.

Os urubus fazem parte da ponta da cadeia alimentar, buscando animais fragilizados ou em decomposição. Mas impressionam pela capacidade de planar nas correntes termais.

Para o setor de Controle de Zoonoses, esse é um fenômeno de atenção a sinais de desequilíbrio ambiental, mas ainda não pede uma ação crítica como ocorre com os mosquitos (dengue ou leischmaniose),  raiva (morcegos) e febre maculosa (carrapatos).

O desequilíbrio ambiental também tem sido objeto do Grupo de Observação de Aves de Jundiaí, que está divulgando a ameaça de extinção de 171 espécies de aves no “livro vermelho” do Estado de São Paulo e recentemente marcou a presença do raro Garibaldi e outras 17 espécies de aves no lago do novo complexo de lazer do bairro Eloy Chaves.

Com informações do Rede Bom Dia

Cadela abandonada em abrigo precisa de casinha e cobertores

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Patrícia Galvão
galvao_patricia@hotmail.com

 


Esta linda mocinha foi abandonada em um abrigo em Cubatão que acolhe animais resgatados por protetores até serem doados – mas, como sabemos, algumas pessoas acabam “esquecendo” que deixaram seus animais no abrigo e somem no mapa.

A pessoa que deixou essa linda branquinha no abrigo disse que seria até a cadela se recuperar da castração, que depois iria buscá-la e a abandonaria na rua.

 

A Flávia, responsável pelo abrigo, não teve coragem de entregá-la, mas não tem como arcar com as despesas dela. Com esse frio, ela não tem casinha nem cobertor.

Alguém pode apadrinhá-la? Eu vou mandar um edredon para ela, mas do que ela mais precisa no momento é de uma casinha. Pode ser usada, pelo menos ela não sofrerá com tanto frio.

 

Segundo a Flávia, ela chora à noite por causa do frio. Caso alguém resolva doar a casinha posso dividir a despesa do envio. Claro, que se encontrarmos um lar bem quentinho, com muito amor e carinho, será muito melhor.

Contato:

Flávia
(13) 9796-7500
(13) 8823-1897
flaviacb30@hotmail.com
Rua Dom Pedro I, 985- Vila Nova Cubatão
cep: 11520-030
Ao lado da torre de celular da “Oi”

Tartarugas são queimadas junto a manchas de petróleo no golfo do México

As tartarugas-marinhas e outros animais estão encurralados em regiões delimitadas pelas equipes da petrolífera BP onde ateiam fogo para queimar manchas de petróleo no mar do golfo do México. A denúncia foi confirmada pela administração Obama.



O que eu compreendo é que os protocolos incluem medidas de cuidado para com a vida selvagem antes de atearem o petróleo”, disse o porta-voz da Administração nacional dos Oceanos e da Atmosfera citado pelo The Guardian. Supostamente a BP estava sendo pressionada para evitar as tartarugas.

“É criminoso e cruel e eles precisam ser responsabilizados”, disse Carole Allen, diretora do Projeto de Conservação das Tartarugas do Golfo. “Não deveria haver fogo de nenhum tipo até que as pessoas fossem aos locais e tratassem das tartarugas”, acrescentou.

Nos dias bons, em que não há vento no mar, a BP realiza incêndios controlados em vastas extensões com petróleo. A zona do incêndio é fechada com diques flutuantes resistentes ao fogo para que as chamas não se alastrem.

O problema denunciado pelos biólogos é que o óleo e uma alga chamada sargaço congregam-se nas mesmas regiões. As medusas e outros animais alimentam-se desta alga. As regiões com sargaço são lugares muito importantes para as tartarugas-marinhas jovens que não são suficientemente desenvolvidas para mergulharem até ao fundo oceânico e alimentarem-se. Assim que a BP vai para estes locais, as tartarugas ficam presas.

“Eles arrastam os diques entre dois barcos e tudo o que exista entre os barcos e lançam fogo. Uma vez que as tartarugas estejam lá dentro, já não conseguem sair”, disse o conservacionista Mike Ellis, que tem um vídeo no Youtube denunciando que a BP impedia os conservacionistas de salvarem as tartarugas

Já foram encontradas mortas mais de 425 tartarugas na região do derrame do petróleo, desde 30 de Abril. As organizações ambientalistas estão pressionando a administração norte-americana para processar a BP por matar espécies em perigo durante a operação de limpeza. Matar uma tartaruga-marinha pode dar direito a uma multa superior a 40 mil euros.

Esta tragédia ameaça o ninho mais importante de tartarugas-marinhas da região ocidental. David Godfrey, diretor-executivo da organização Conservação da Tartaruga Marinha, quer salvar os 100 mil ovos enterrados em ninhos na região Oeste da Flórida e transferir para lugares seguros. “Precisamos que todas estas tartarugas sobrevivam”.
 
Fonte: Ecosfera

Criança procura por boxer perdido no começo de junho

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PAMA Protetoras dos Animais Maltratados e Aba
pamavl@hotmail.com

Cachorro da raça boxer, perdido no dia 18/06/2010, próximo ao Hospital Medianeira, em Caxias do Sul. Foi visto por várias pessoas vagando pelo bairro Universitário e também no Jardim Margarida.



Ele é marrom tigrado, peito branco e rabo pitoco. Tem porte grande. É de uma criança que está muito triste com a falta do amigo.

  
Qualquer informação por favor entre em contato.

Felipe
(51)99993174

Países liberam Groenlândia para caçar baleia jubarte

A Comissão Internacional da Baleia (CIB) aprovou ontem uma cota de caça de nove baleias jubartes por ano para a Groenlândia nos próximos três anos. É a primeira permissão para caça da espécie em 24 anos. Em contrapartida, foi reduzida a cota de caça de baleias da espécie fin para o mesmo período de 19 baleias para 16.

A moratória para a caça comercial de baleias começou em 1986 e, desde então, a Groenlândia tem caçado baleias das espécies minke e fin. A decisão foi tomada na reunião da CIB que terminou ontem em Agadir (Marrocos). A Groenlândia ameaçava deixar a CIB se sua demanda não fosse atendida, alegando se tratar de questão de sobrevivência.

Muitos países latino-americanos, incluindo o Brasil, fazem objeção à caça. Conservacionistas defendem que as baleias sejam objeto apenas do turismo de observação. Mas a discussão sobre o fim da moratória foi suspensa por um ano.


 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Nota da Redação: É compreensível que haja necessidade de determinadas negociações políticas, em determinadas situações. No entanto, neste caso, os componentes da CIB são revestidos de tamanha prepotência que a comissão nos parece ser composta por deuses, poderosos a ponto de negociar vidas e decidir quais e quantas são importantes e merecedoras da existência. Animais não são objetos a serem tratados como números e nenhuma vida é mais ou menos importante do que a outra.

Denúncia revela que prefeitura de Coquimbo, no Chile, extermina cães de rua desde 2005

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Mais um município é denunciado por protetores dos animais por matar cães de rua. Em Coquimbo, no Chile, desde 2005 os cães são retirados das ruas e exterminados pela prefeitura.
 
O extermínio de cães em massa de 2006 foi denunciado ao Ministério Público Regional, mas o procurador Victor Hugo Villarroel não deu continuidade na investigação da morte de animais, apesar de ter provas conclusivas que incriminariam a prefeitura de Coquimbo.

 


Ricardo Leiva Jelves e Felipe Galleguillos Céspedes, da Organização Humanitária pelos Animais (OHA), solicitaram em fevereiro deste ano que a Controladoria Regional se pronunciasse sobre a ilegalidade do procedimento de extermínio de animais na cidade de Coquimbo.

Segundo eles, há cinco anos o Departamento de Meio Ambiente do município captura e mata os animais que transitam pela cidade de maneira massiva e indiscriminada. Além disso, funcionários da prefeitura teriam ameaçado tutores para que entregassem seus animais para serem eutanasiados, com o fim de controlar a superpopulação de animais.

Ricardo Jelves e Felipe Céspedes também disseram que a prefeitura cobra indevidamente por eventos de adoção, que nunca são realizados. Além disso, nunca foi implementado um sistema de entrega ou de realocação dos cães que sobrevivem, em condições deploráveis, no “Centro de Resgate Canino” da cidade de Coquimbo.

Os ativistas também relataram que em diversas oportunidades denunciaram às autoridades municipais não só a ilegalidade de suas ações, mas também a ilegalidade de destinarem dinheiro público para a captura e extermínio de animais.

“Denunciamos a captura ilegal de cães pela prefeitura de Coquimbo, em desacordo ao parecer da Controladoria em 2007, que também incorre em desvio de dinheiro público. Solicitamos que a Controladoria investigue esta situação e restabeleça a ordem. Desde fevereiro estamos esperando uma resposta, e ainda não se fez nada”, disse Felipe Céspedes, presidente da OHA.

Com informações de PrensAnimalista

Pelicanos vítimas do vazamento de petróleo no Golfo do México se recuperam e ganham a liberdade

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Mais de 60 pelicanos marrons passaram por reabilitação e foram soltos na natureza,após serem contaminados pelo óleo que vazou no Golfo do México.



Os animais chegaram até a costa por meio de aviões de carga na quarta-feira, e foram levados até a Reserva Natural da Vida Selvagem Aransas, ao sul de Houston. Grupos ambientalistas libertaram os pelicanos e um ganso-patola, outra ave marinha.


Foi a maior soltura de animais alcançada desde o vazamento de óleo, que ocorreu no dia 20 de abril após a explosão de uma plataforma petrolífera.

A porta-voz do Fish and Wildlife, Nancy Brown, disse que a reserva foi escolhida porque tem o habitat costeiro perfeito para os pelicanos, e já serviu como lar para outros indivíduos da espécie.

Com informações de Los Angeles Times

Cães resgatados de rinha nos EUA poderão ser sacrificados em abrigo por problema de superlotação

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Mais de 20 cães foram levados para um abrigo, recentemente, após terem sido resgatados de uma rinha. O caso resultou em uma superlotação, a qual poderia ter conduzido ao sacrifício de outros cães do abrigo, de acordo com reportagem da Fox10TV.



O suposto ringue onde os cães eram obrigados a lutar foi descoberto na Estrada Red Fox, próximo à fronteira entre Mobile e Washington, nos EUA. O abrigo necessita manter os animais durante as investigações, que podem durar mais de um mês.

Os cães têm ocupado mais de dois dos três canis do município. Isso significa que alguns dos animais para adoção poderão ser sacrificados em breve. A situação resultou em um apelo na página do abrigo no Facebook.

A agência postou: “nós precisamos fazer espaço para estes cães, e isso significa que necessitamos desesperadamente encontrar um lar para eles”.

As autoridades declararam que, ademais, a lei os obriga a dar prioridade em mantê-los lá durante pelo menos sete dias. Todavia, quando o abrigo superlota, os animais para adoção são sacrificados.

Em dias comuns, o abrigo recebe uma média de 20 animais por dia. Isso significa que a superlotação pode logo chegar a um ponto crítico.

Nota da Redação: É um absurdo tratar vidas já tão sofridas com tamanho descaso, indiferença e frieza. Se houvesse vontade de solucionar a situação da superpopulação, seriam adotadas ações que incentivam a adoção desses animais. Essa matança é uma evidente violação dos direitos animais, e portanto um ato criminoso digno de punição.

Comissão Internacional da Baleia adia negociações sobre a caça dos animais

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A Comissão Internacional da Baleia decidiu hoje (25) decretar uma “pausa” de um ano nas negociações sobre a moratória comercial à caça às baleias, que já dura 25 anos.

A decisão foi tomada no final de uma reunião de cinco dias, no Marrocos. Com isso, os integrantes do encontro fracassaram em resolver a disputa sobre a proposta para suspender a proibição da caça comercial de baleias em troca da promessa dos três países que mantêm a prática (Japão, Noruega e Islândia) de reduzir o número de animais mortos todos os anos.

 O povo nativo da Groenlândia, no entanto, manteve o direito de estender sua caçada anual de baleias jubarte, superando as objeções dos integrantes da comissão. Os habitantes da Groenlândia, assim como povos nativos dos outros três países, têm o direito de caçar para comer e para manter suas culturas tradicionais, mas apenas sob rigorosas cotas que são revisadas a cada cinco anos. Os nativos da ilha receberam permissão para matar mais de 200 baleias minke, mas também 19 animais da ameaçada baleia fin.

Fonte: Estadão

Nota da Redação:  Anos de conversa para se decretar uma pausa. Enquanto só discutem o que fazer e como fazer, sem tomar qualquer atitude, as baleias estão sendo mortas com diversas desculpas, desde cultura até pesquisas para o governo. Caçar e matar animais devem ser vistos como atos cruéis simplesmente, sem pretextos para assassinar inocentes  seres. A proibição dos crimes deve ser decretada logo.

Orca perdida vai parar em parque marinho holandês

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A primeira orca encontrada viva na costa holandesa em mais de 60 anos está sob observação em um parque marítimo depois de ser resgatada nesta semana, enquanto os biólogos discutem seu futuro.

A jovem fêmea foi vista na quarta-feira por um barco perto da ilha de Ameland, no mar de Wadden, e resgatada na mesma noite pelo parque-aquário Dolfinarium.

“Quando encontramos a orca, ela estava muito enfraquecida e vimos que ela não comia havia alguns dias,” disse Bert van Plateringen, porta-voz do Dolfinarium.

Batizada de Morgan, ela está se alimentando e se recuperando. Biólogos estão monitorando sua saúde, preocupados especialmente com uma infecção pulmonar.

Uma orca havia sido avistada no mar em 1947, e em 1963, um espécime apareceu morto na localidade de Noordwijk. Elas se tornaram mais raras na costa holandesa junto com o desaparecimento das toninhas.
O Dolfinarium disse que Morgan provavelmente se separou da sua mãe e se perdeu. O aquário diz que, no futuro, pretende soltá-la em alto mar.

Fonte: O Globo

Nota da Redação: Esperamos que assim que estiver recuperada, seja reencaminhada ao mar o mais breve possível.